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quinta-feira, março 23, 2017

Arquivos diários: 2 de março de 2017

Abertas inscrições para a 1ª Feira de Artesanato de Rondônia em Vilhena

A Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) iniciou nesta quarta-feira (1) as inscrições para a 1ª Feira de Artesanato de Rondônia, que acontecerá de 7 a 9 de abril, em Vilhena. As inscrições seguem até o próximo dia 11 no Programa de Artesanato Brasileiro (PAB), que fica na Sejucel, em Porto Velho. Serão selecionados 60 artesãos interessados em expor e comercializar seus produtos.

Para finalizar o processo de inscrição os artesãos devem estar cadastrados no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab), que garante a carteira de artesão, que deve estar no prazo de validade.

“O artesão deve preencher o formulário de inscrição, declaração de uso de imagem, carta de anuência do artesão representativo por entidade, termo de compromisso e outras fichas que estão disponíveis no edital. As feiras que são distribuídas nas regionais do estado dão mais visibilidade para todos artesãos”, disse Rodnei Paes, titular da Sejucel.

Com os formulários preenchidos, os artesãos devem encaminhar para o e-mail artesanatoPAB@gmail.com, assunto ‘1ª Feira Regional de Artesanato – Vilhena’, no corpo do e-mail informar nome completo e anexar os formulários juntamente com os documentos pessoais, cópia do RG, CPF e comprovante de residência.

O artesão que tiver interesse na feira de Vilhena deve estar de acordo com os critérios de seleção, que fazem referência a trabalhos voltados à cultura popular, criatividade e originalidade, linguagem própria, tradição, expressão contemporânea, inovação, produto associado à cultura local e conscientização ambiental.

Caso não sejam preenchidas as vagas destinadas para os 60 artesãos, a Coordenadoria do Artesanato da Sejucel selecionará os artesãos que sejam cadastrado no PAB, tanto para os 50% destinados para Vilhena quanto para 50% disponíveis para todo estado.

Sanidade na piscicultura será discutida em três seminários nas regiões mais produtoras de Rondônia

O governo do Estado de Rondônia realizará na próxima semana o primeiro Seminário Peixe Saudável. Trata-se de uma sequência de eventos em três municípios do estado, abrangendo as principais regiões produtoras de peixe do estado. Neles, produtores, técnicos e estudantes terão a oportunidade de atualização da técnica sobre as boas práticas no manejo sanitário preventivo na produção de peixes.

Assuntos, como o Gerenciamento Aquícola, Avaliação Sanitária em Tambaqui, Projeto Acanthocéfalos na Criação de Tambaqui, Peixes e Ações para Desenvolvimento da Piscicultura em Rondônia, entre outros, serão abordados durante palestras. Todos os Seminários Peixe Saudável iniciam às 8h. A entrada é gratuita e a inscrição é feita no local do evento.

O primeiro evento será em Ariquemes, na quarta-feira, das 8h às 18h, no auditório da Associação Comercial e Industrial (Acia). Na quinta-feira (9), no mesmo horário, acontecerá em Ji-Paraná, no Centro de Treinamento da Emater-RO (Centrer). Por fim, o evento acontecerá em Pimenta Bueno, no dia 10, na Câmara Municipal.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani, a não observância às questões de sanidade da piscicultura no estado representa riscos para a atividade no campo, na indústria e no comércio. “O seminário promoverá a divulgação de informações e técnicas que juntas poderão atestar uma produção responsável do ponto de vista sanitário, assegurando maior retorno ao produtor e garantindo um produto saudável na mesa do consumidor”, explicou Padovani.

PRODUÇÃO

Rondônia é o maior produtor de peixes nativos da bacia amazônica, segundo o relatório de “Produção da Pecuária Municipal de 2015”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatista (IBGE). Em 2015 foram produzidas mais de 84 mil toneladas. Hoje são exportados tambaqui, pirarucu e pintado para mais de 17 estados, entre eles Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

O sólido desenvolvimento dos polos produtivos e industriais de Rondônia depende da adoção pelos produtores de protocolos sanitários que assegurem a qualidade do peixe, o escoamento da produção e o incremento dos lucros, conforme destacou o superintendente de Desenvolvimento, Leandro Basílio.

PROGRAMAÇÃO

8h – 9h  – Recepção e credenciamento.

9h – 9h30- Abertura e fala de autoridades.

9h30 – 10h10 – Palestra 1 – Programa de Gerenciamento Aquícola – Jackson Pinelli – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

10h10 – 10h30 – Intervalo

10h30 – 11h10 – Palestra 2 – Acanthocefalose em peixes redondos – Ana Lúcia Gomes – Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

11h10 – 12h – Palestra 3 – Avaliação Sanitária em Tambaqui (Colossoma macropomum) na região central do estado de Rondônia – Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir).

12h – 14h – Intervalo para o almoço.

14h – 14h40 – Palestra 4 – Atuação e projetos da Embrapa Pesca e Aquicultura – Patrícia Oliveira Maciel.

14h40 – 15h30 – Palestra 5 – Projeto Acanthocéfalos na criação de tambaqui (Colossoma macropomum): Avanços e perspectivas. Edsandra Campos Chagas – Embrapa Amazônia Ocidental.

15h30 – 16h – Intervalo

16h – 16h40 – Palestra 6 – Ações do governo do estado de Rondônia para o desenvolvimento da piscicultura – GT da Piscicultura do estado de Rondônia.

16h40 – 18h – Debate – Encerramento

Mais de 30 mil mudas de café são entregues aos produtores rurais de Cacoal

Em solenidade nesta quinta-feira (2), em Cacoal, foram entregues mais de 30 mil mudas de café clonal aos produtores. No total serão mais de três milhões de mudas que o governo estadual destinará aos produtores rurais rondonienses. Até outubro, está prevista a entrega de mais de 190 mil mudas, somente em Cacoal. Esta é mais uma ação do programa estadualde revitalização da lavoura cafeeira, que tem por objetivo fortalecer o setor produtivo a partir da agricultura familiar.

“A entrega dessas mudas é de extrema importância. Quando surgiu a Câmara Setorial do Café, esse foi um pedido feito ao governo para incentivar o plantio em Rondônia, alavancando a produção. O governador Confúcio Moura autorizou de imediato a aquisição das mudas que são genuinamente rondonienses, adquiridas nos viveiros do estado”, disse o presidente da Câmara Setorial do Café, Ezequiel Braz da Silva Neto.

Segundo ele, apenas na região de Cacoal existem 30 mil famílias envolvidas com a produção de café. Os produtores que receberão as mudas do clonal se cadastraram junto à Secretaria Municipal de Agricultura. Cada um tem direito a adquirir até 2.500 mudas.

“Temos cadastrados, para receber as mudas, 157 produtores. Hoje nós estamos atendendo a 20 produtores, mas até outubro todos serão atendidos. O produtor está recebendo uma muda a custo zero, e isso traz muitos benefícios. O que ele vai economizar na aquisição de mudas poderá investir em sua propriedade, beneficiando ainda mais a sua produção”, explicou o secretário municipal de agricultura de Cacoal, Donizete Sousa Silva.

Durante a entrega, os produtores rurais se mostraram satisfeitos com a iniciativa do governo de Rondônia e animados com os investimentos.

“Estamos muito contentes. Eu, minha esposa e nosso casal de filhos, vivemos disso. Trabalhamos em um regime de agricultura familiar mesmo, todo mundo junto”, destacou Gilmar Felberg, morador da Linha 14, completando que sua produção ainda não é grande. “Tenho 2.600 covas para o plantio deste ano. Estou levando comigo duas mil mudas e todas elas já têm o seu lugarzinho. O que o governo está fazendo aqui hoje é um investimento na agricultura. Todo pé de café plantado em Cacoal gera renda para o município, e isso é muito bom. Essas mudas vão ajudar muito a minha família, pois você plantar duas mil covas de café você tem certeza que vai ter uma colheita de 60 ou 70 sacas de café em menos de um hectare de terra”.

Para o secretário regional de Governo, Charles Pereira, a entrega das mudas mostra o comprometimento do governador Confúcio Moura com a agricultura familiar e com o café, um símbolo da cidade de Cacoal. “Este é um acontecimento especial em nosso município, pois a entrega dessas mudas representa a chance de Cacoal voltar a ser o maior produtor de café em Rondônia, fazendo jus ao título de Capital do Café. Os produtores estão muito satisfeitos com este incentivo por parte do governo, e isso nos deixa felizes”, afirmou.

Maurão de Carvalho indica convocação de aprovados no concurso da Seduc

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Maurão de Carvalho (PMDB) indicou, no início da semana, a necessidade de convocar os aprovados no último concurso da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), para o provimento de 672 vagas para o Quadro de Pessoal Efetivo do órgão.

Segundo o deputado, a educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, lhe assegurando uma formação comum indispensável para o exercício da cidadania e, neste cenário, o educador é um dos caracteres principais para a realização desse trabalho com qualidade. Maurão considera como motivo principal da convocação a necessidade de uma equipe mais qualificada, enriquecendo assim o ensino da rede estadual.

“Os dados apontam que a oferta de educação básica representa um grande desafio, principalmente no que se refere à educação de qualidade. Nesse contexto, Rondônia também possui déficits educacionais, que precisam ser devidamente enfrentados para elevação da qualidade educacional”, ressaltou o deputado.

Conheça a história de Surpresa, distrito criado no início do século passado por nordestinos e bolivianos no Vale do rio Guaporé

O município de Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia, tem apenas dois distritos: Iata e Surpresa. O primeiro está a 27 quilômetros da cidade e é bastante conhecido. Surpresa está distante a  200 quilômetros, na margem direita do rio Mamoré, onde só se chega por barco ou avião.

O isolamento faz com que sejam poucas as informações sobre o cotidiano dos quase 1.200 moradores. Uma pesquisa do professor Marcos Antônio Zaramella põe luz na origem do distrito e dos pioneiros, que se sabe agora vieram do nordeste brasileiro e da Bolívia.

“Do Iata é possível encontrar publicações e informações nas páginas da internet. De Surpresa não há nada”, disse Zaramella, que nasceu em Guajará-Mirim e chegou ao distrito em 2004. Inconformado com esta realidade, ele mobilizou colegas professores e alunos dos ensinos fundamental e médio para ouvir remanescentes das famílias dos pioneiros.

As entrevistas revelaram que Surpresa se originou da determinação do pernambucano Tancredo Farias de Matos, que ia de Guajará a Costa Marques no seu batelão, comprando, vendendo ou trocando mercadorias com ribeirinhos. A Guerra do Chaco, que a Bolívia travou com o Paraguai de 1932 a 1935, contribuiu para os sobrenomes em castelhano se perpetuassem entre os moradores da localidade.

Surpresa está numa região onde a fauna e flora são ricas e diversificadas. E o povo valoriza sua beleza. Ao distrito só é possível chegar por via fluvial ou aérea.

O município de Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia, tem apenas dois distritos: Iata e Surpresa. O primeiro está a 27 quilômetros da cidade e é bastante conhecido. Surpresa está distante a  200 quilômetros, na margem direita do rio Mamoré, onde só se chega por barco ou avião.

O isolamento faz com que sejam poucas as informações sobre o cotidiano dos quase 1.200 moradores. Uma pesquisa do professor Marcos Antônio Zaramella põe luz na origem do distrito e dos pioneiros, que se sabe agora vieram do nordeste brasileiro e da Bolívia.

“Do Iata é possível encontrar publicações e informações nas páginas da internet. De Surpresa não há nada”, disse Zaramella, que nasceu em Guajará-Mirim e chegou ao distrito em 2004. Inconformado com esta realidade, ele mobilizou colegas professores e alunos dos ensinos fundamental e médio para ouvir remanescentes das famílias dos pioneiros.

As entrevistas revelaram que Surpresa se originou da determinação do pernambucano Tancredo Farias de Matos, que ia de Guajará a Costa Marques no seu batelão, comprando, vendendo ou trocando mercadorias com ribeirinhos. A Guerra do Chaco, que a Bolívia travou com o Paraguai de 1932 a 1935, contribuiu para os sobrenomes em castelhano se perpetuassem entre os moradores da localidade.

Surpresa está numa região onde a fauna e flora são ricas e diversificadas. E o povo valoriza sua beleza. Ao distrito só é possível chegar por via fluvial ou aérea.

A pesquisa que o professor Marcos Zaramella empreendeu em 2015 com colegas professores e estudantes centrou-se nas famílias cujos membros viveram ou ouviram testemunhos de seus ascendentes.

“Temos uma história bonita, centenária, feita por verdadeiros guerreiros”, atesta o professor, que por dois anos seguidos teve o projeto classificado entre os 50 melhores do País no Prêmio Professor Nota 10, onde concorria com cerca de dez mil colegas.

O que emergiu da pesquisa foram relatos que demonstram a resistência dos que se aventuraram numa porção da floresta amazônica com seus mistérios e muita fartura.

Constatou-se nas entrevistas que o primeiro habitante conhecido do lugar foi Severino Alves Rodrigues, na década de 20. Ele se estabeleceu na região com a família e ficou até ocorrer uma tragédia com a filha de 12 anos.

A menina caiu num poço de aproximadamente 15 metros de profundidade e morreu pouco depois. Abalado, Severino foi embora e dele não se teve mais informações.

Após o hiato de alguns anos, a ocupação da localidade recomeça, desta vez em 1930, com o pernambucano Tancredo Farias de Mato. Ele veio para instalar-se em Guajará Mirim com a intenção de fazer comércio nas comunidades ribeirinhas.

Tancredo comprou uma embarcação, que enchia de mantimentos e seguia pelos rios Mamoré e Guaporé até Costa Marques, vendendo ou trocando produtos. No escambo, incluía peixe seco e castanhas.

O pernambucano observou, nas viagens, que nas proximidades do encontro dos rios Guaporé e Mamoré havia terras cujo relevo era favorável ao plantio de alimentos por não alagar. Certa vez aportou e foi conhecer a parte mais próxima, tendo concluído que servia para moradia. Depois, construiu uma casa para servir de base nas viagens.

Algum tempo depois casou com Rosa Cortez, de uma família de Costa Marques, e passou a viajar com ela até que, cansado, decidiu fincar moradia de vez no local onde mantinha base. No local plantou cana e mandioca.

GUERRA

A eclosão da Guerra do Chaco levou à localidade um contingente que fugia do conflito. A Bolívia uniu-se em defesa da região do Chaco Boreal, que estava sendo invadido pelo Paraguai. A guerra iniciou em 1932 e encerrou em 1935.  Apesar do Exército mais volumoso, a Bolívia foi vencida.

O latifundiário Carlos Carafa, italiano, mantinha cerca de 20 famílias sob sua responsabilidade em terras bolivianas e temia que fossem chamadas para participar da guerra. Até conseguiu uma faixa de terras, mas temendo que a força militar o obrigasse a ceder pessoal, cruzou o rio e pediu abrigo para Tancredo e seu pessoal.

Os dois firmaram uma sociedade. As famílias trabalhariam para ambos e os lucros seriam divididos. Para as famílias bolivianas era um bom negócio.

Afinal, escapavam da guerra e da escravidão, que ainda era vigente em seu país, e ainda tinham terras para cultivar, além do tratamento diferenciado.

Ao final da guerra, Carlos Carafa chamou seu grupo para retornar à Bolívia, mas só duas famílias o seguiram. O restante ficou com Tancredo, trabalhando nas lavouras e prestando contas a ele.

“QUE SURPRESA!”

Dono de terras e com trabalhadores potencializando a produção, Tancredo mandou um grupo explorar mais a região. “Os homens passaram 15 dias na floresta e retornaram informando que acharam grandes castanhais, rios e riachos abarrotados de peixes, caça em abundância, borracha, poalha, madeira, etc”, revela a pesquisa de Marcos Zaramella.

Um dos entrevistados na pesquisa diz que, diante de notícia tão extraordinária, Tancredo teria dito: “que surpresa!” Daí então, surgiu o nome da localidade.

O contingente foi acrescido, mais tarde, com pernambucanos, cearenses, amazonenses e outros, que queriam terras para plantar.

Tancredo morreu em 1953, asfixiado pela fumaça em um incêndio. Ele mantinha alambique e produzia cachaça. O sinistro ocorreu quando queimava cera para impermeabilizar as tampas das garrafas.

A regularização das terras, que ficaram com os trabalhadores da propriedade, ocorreu após alguns embates burocráticos. No início dos anos 80, o então governador Jerônimo Santana criou a Comissão Executiva dos Vales dos Rios Mamoré, Guaporé e Madeira (Cemaguam) para delinear a presença do estado na região.

Atualmente, Surpresa abastece Guajará-Mirim com peixe, bananas, farinha de mandioca e mantém em ascensão a produção de café, milho, arroz e feijão.

A novidade é a pecuária que se desenvolve com a chegada de fazendeiros de Seringueiras, São Francisco, São Miguel e Costa Marques em razão do preço e qualidade das terras. Costa Marques, no rio Guaporé, é o destino final da produção.

Surpresa mantém nas tradições e gastronomia forte marca dos vizinhos bolivianos. O massaco (carne seca com bananas maduras, verdes, fritas e socadas no pilão com tempero verde), a chicha (bebida feita com uma espécie de milho conhecido como mole, torrado, moído depois cozido e coado), o locro (de sopa feita com frango) e cunhapé (pão feito com a goma da mandioca recheado com queijo), por exemplo, fazem parte da alimentação dos moradores.

Centro Estadual de Ensino de Jovens e Adultos tem 2,8 mil alunos; matrículas para exames gerais começam dia 6 de março

Aproximadamente 2,4 mil alunos do Ensino Fundamental e Médio estão matriculados para os três turnos do curso Modular, e outros 490 frequentam o Centro Estadual de Ensino de Jovens e Adultos (Ceeja) Padre Moretti, escola fundada em 1943, no extinto Território Federal do Guaporé, em Porto Velho.

A escola que funciona na rua Herbert de Azevedo, 1649, bairro São Cristóvão, aprende-se ciências humanas e da natureza, linguagem, matemática e, especialmente, história e geografia de Rondônia, que não existem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Atende em três turnos, pela manhã, à tarde e à noite, das 7h30 às 22h15, o Ceeja mantém plantão permanente de atendimento ao aluno. Atualmente trabalham 80 funcionários supervisionados pela diretora Darcilene de Jesus Vieira da Silva; e pela vice-diretora Jeane Suzi Martins.

É incontável o número de pessoas, entre as quais autoridades públicas da capital e do interior de Rondônia que passaram pelos bancos desse estabelecimento, cujo nome homenageia o padre italiano João Batista Moretti, da Congregação Salesiana, nascido em 1913.

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino que trabalha com o mesmo conteúdo, e pretende desenvolver as mesmas competências do Ensino Fundamental [1º ao 9º ano] e Médio [1º ao 3º ano, antigo colegial], porém, voltada para pessoas adultas. Sua metodologia de ensino diferencia-se da dirigida às crianças e adolescentes. Antigamente a EJA era chamada de supletivo, por isso, muitas pessoas ainda utilizam este termo ao se referir a essa modalidade de ensino.

É o Ceeja que certifica alunos do Enem e do Projeto Açaí [para formação de professores indígenas] da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Para obter a certificação pelo Enem, por exemplo, é necessário alcançar pelo menos 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento das provas e nota acima de 500 pontos na redação. Anualmente, 11% dos inscritos conseguem esse resultado.

Nem todos os dias a merendeira tinha condições de atender aos cardápios escolares. A medida foi corrigida pela Seduc, que prevê agora melhora deste serviço.

MODULAR

Encerrado em novembro do ano passado, o curso modular ainda é ofertado durante todo o ano. Aberto com ensino não presencial, sem cumprimento de carga horária e dias letivos, como o próprio nome diz, ele funciona por meio de módulos avaliados por exames presenciais.

O modular é organizado com flexibilidade regular, de tempo e de espaço. O presencial voltou para o turno diurno e o semi-presencial atende em horários reduzidos; o turno da noite, regularmente.

Mobilizados, alunos do modular não querem a sua extinção, já que a maioria vem de acordo com a disponibilidade de tempo.

“Na EJA semestral, o aluno faz a série em seis meses. Cursa o 5º ano do Ensino Fundamental no primeiro semestre do ano e o Médio em um ano e meio”, disse a diretora Darcilene da Silva, completando que “o aluno conclui o curso conforme a sua aptidão”.

MERCADO DE TRABALHO

Amanda de Oliveira Melo, 21 anos, nascida em Porto Velho, estuda no 2º ano do Ensino Médio A, é secretária e faz trabalho em marketing e multimídia. “Quero fazer comunicação social”, afirmou.

O ânimo é grande nesta turma, conforme demonstra a aluna Maihara Pereira, 25, ao lembrar que a professora Liriane, de biologia, estuda a possibilidade de desenvolver projetos iniciais de arborização e horta caseira ainda no primeiro semestre de 2017.

Na sala nº 12, do 2º ano A, a professora do Ensino Médio é Maria das Graças Freitas de Almeida, paulista de Garça. “Antes do Modular, já dei aulas no Ensino  Regular.”

Grande parte das pessoas necessitadas de obter vagas no mercado de trabalho, cada vez mais competitivo, volta à escola para inteirar períodos interrompidos. Segundo revela o Censo da Educação Básica de 2015 do Ministério da Educação, 3,4 milhões de alunos estavam matriculados no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no País.

A supervisora de ensino, Francisca Aguiar, explicou que outra clientela também se beneficia do Ceeja: pessoas que cumprem medidas socioeducativas, as com liberdade assistida e as que estão em regime prisional semiaberto.

Uma equipe atende exclusivamente ao Presídio Federal com a modalidade semi-presencial. No momento, a escola espera preencher vagas de professores de matemática.

CONDIÇÕES DE INGRESSO E MATRÍCULAS

  • As matrículas são aceitas no início de cada mês e as provas mensais da 1ª à 4ª séries, no final, à exceção de julho e dezembro. Tudo funciona ainda por formulários preenchidos na secretaria do estabelecimento.
  • De 6 a 30 de março serão feitas matrículas para exames gerais, conforme a diretora;
  • Para ingressar na modalidade EJA, o candidato deverá ter idade mínima de 15 anos completos para o Ensino Fundamental e 18 anos para o Ensino Médio.
  • Atualmente, o CEEJA atende aos Ensinos Fundamental e Médio, ofertando curso Modular, Exames de Circulação de Estudos e Exames Gerais – Provão.

 QUEM FOI

Ainda nos anos 1950, padre Moretti, o patrono do Ceeja, trabalhou na Inspetoria de São Luiz Gonzaga, de Recife (PE), e optou pela sua incardinação [ato de receber numa diocese um sacerdote de outra diocese] na recém-criada Inspetoria Missionária da Amazônia.

Em seguida, veio para  Porto Velho, onde chegou em fevereiro de 1960, assumindo a direção do Colégio Dom Bosco.

Em 1968, a obediência o chamou para Manaus, na qualidade de diretor da Casa Inspetoral. Depois, habilitou-se em Fortaleza (CE) para o ensino de matemática, desenho, latim e trabalhos manuais.

Após um período de férias, padre Moretti voltou a Porto Velho, onde trabalhou no Instituto da Diocese e também no antigo Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), foi diretor da Escola Domingos Sávio, professor de matemática e secretário-geral da atual Escola de Ensino Fundamental e Médio Castelo Branco.

Foi considerado “a mão direita do bispo diocesano” e morreu na capital rondoniense aos 62 anos, em 6 de julho de 1975.

Patrulha Escolar cria estratégia de prevenção à violência garantindo segurança aos alunos através de material paradidático

Com o objetivo de manter as crianças e os jovens em segurança, dentro e fora do âmbito escolar, a equipe da Patrulha Escolar do Comando do 7º Batalhão da Polícia Militar em Ariquemes criou cartilhas com informações importantes aos alunos sobre as práticas que devem ser evitadas como prevenção dos fatores de riscos, e como se defender da violência no dia a dia. São duas edições. A primeira será lançada neste mês para imprensa, diretores e professores.

O conteúdo será distribuído em duas cartilhas: “Prevenção: Como se defender da violência reforçando os fatores de proteção no ambiente externo?” e “Para se ter uma boa convivência no âmbito escolar, quais práticas que devem ser evitadas”.

Na cartilha, além de conter procedimentos básicos nas várias situações enfrentadas no dia a dia, são citadas as formas de condutas e medidas que cada aluno e cidadão devem adotar para aumentar sua segurança.

Segundo a equipe da Patrulha Escolar, o uso do celular na via pública e a falta de atenção dos adolescentes estão entre as causas do alto índice de crimes registrados em 2016 no município.

“Já faz parte do cotidiano dos jovens sair na rua com celular na mão, conectado à internet, antenado ao mundo virtual, viajando pelas redes sociais, ou naquele bate-papo animado com os amigos, porém desconectado com o mundo real, tornando-se uma presa fácil para os bandidos, que aproveitam a distração para cometer o roubo”, disse o idealizador da cartilha, o soldado Marcos Eduardo Santos Cruz.

Ele explicou que a PM está preocupada com a evolução da criminalidade fora da escola e com a segurança dos estudantes dentro e fora da instituição, e buscamos por meio do material paradidático trabalhar os temas prevenção, segurança e respeito.

“As dicas apresentadas na cartilha reduzem bastante a probabilidade de que aconteçam novos crimes. Porém, é importante lembrar que elas não são únicas, mas compõem uma cultura de prevenção a ser realizada. O bom relacionamento entre os alunos e professores no âmbito escolar é fundamental para a educação e convivência social”.

Para a psicóloga Eliúde Martins, a iniciativa dos policiais vai gerar mudanças de comportamentos positivos nos alunos em curto prazo e de médio em toda a sociedade. “Essas ações vão envolver a comunidade como um todo. O filho aprende na escola e leva para dentro de casa, refletindo a mudança em toda a família e consequentemente na sociedade”.

A coordenadora estadual de Ensino do Vale do Jamari, Núria Sague, disse que a cartilha é de fundamental importância uma vez que é necessário orientar os discentes, docentes e a comunidade escolar sobre as ações para garantir juntos a segurança e a participação de toda a sociedade.  “Parabenizo o trabalho da Patrulha Escolar e agradeço o grande apoio as nossas escolas”.

O comandante do 7º BPM, major Alexandre Faria Gonzaga, alertou que a PM permanece vigilante e disponível para atender à população a qualquer momento, aprimorando-se constantemente e desenvolvendo novas tecnologias, condutas e estratégias para aumentar o nível de segurança da população. “Aliando as dicas e recomendações desta cartilha com o trabalho preventivo e ostensivo realizado pela Polícia Militar o cidadão estará mais protegido e seguro”, ressaltou.

Professora Francisca é empossada pela terceira vez na Presidência do Conselho Estadual de Educação

Pela terceira vez consecutiva a professora Francisca Batista da Silva foi empossada na sexta-feira (24) na Presidência do Conselho Estadual de Educação (CEE), em Porto Velho, em solenidade presidida pelo vice-governador Daniel Pereira.

Realizado no Salão Nobre Lourival Chagas da Silva, o evento foi prestigiado por várias autoridades do estado, entre elas o secretário adjunto da Educação, Márcio Félix; o procurador de Justiça, Rodney Pereira de Paula, entre outros da área da educação, que homenagearam a professora Francisca pelo trabalho, dedicação ao Conselho e pelos 43 anos de magistério. A professora agradeceu a todos, chamando pelo nome, para dizer que aprendeu muito com eles na condução da gestão do CEE, órgão consultivo, deliberativo e fiscalizador do Sistema Estadual de Educação.

Para um mandato de três anos (2017/2019), também tomou posse o professor Horácio Guedes, na vice-presidência do CEE, com a missão de somar forças com a titular por uma educação cada vez melhor e de qualidade.

O vice-governador e professor Daniel Pereira, atual presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsef) e eleito na quinta-feira (23) para a Secretaria de Assuntos Jurídicos da mesma entidade, destacou a trajetória e zelo da professora no exercício do magistério e na luta por uma educação cada vez melhor.

Daniel Pereira voltou a citar os números do Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb), que nas séries inicias mantêm a educação rondoniense num padrão comparativamente bom.

Ele disse que por esse motivo o governo estadual está empreendendo todo esforço para implantação das primeiras 10 escolas de Ensino Médio Integral, projeto que deverá ser ampliado nos próximos anos para promover a revolução que o setor precisa para melhorar seu desempenho, evoluir e tornar-se referência nacional, na ponta do Ideb.

O vice disse ainda que Rondônia reúne todas as condições para mudar esta realidade, explicando que para atingir este objetivo, por decisão do governador Confúcio Moura, o estado foi buscar em São Paulo e Recife – os primeiros na lista do índice -, conhecimento e modelo de ensino de excelência, cujos métodos já estão sendo implantados com sucesso.

RO 387 passa a ser denominada Rodovia Deputada Estadual Lúcia Tereza

A rodovia estadual RO 387 passou a ser denominada Rodovia Deputada Estadual Lúcia Tereza após aprovação dos deputados em Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa (ALE). Essa rodovia interliga o município de Espigão do Oeste à rodovia federal BR 364. O deputado Só na Bença (PMDB) está entre os parlamentares que apresentaram Projetos de Leis, os quais foram unificados no plenário da ALE para contemplar aos diversos pedidos de munícipes de Espigão do Oeste.

Conforme o deputado, devido a importância que a referida via tem para o desenvolvimento econômico regional, “é justo que a ex-deputada Lúcia Tereza seja homenageada”. “Para mim, significa homenagear uma grande amiga, e para o Povo de Espigão do Oeste, trata-se de homenagear um legado de trabalho, dedicação e garra inesquecível”, ressaltou Só na Bença.

O deputado destacou que, no âmbito político, Lúcia Tereza tinha um jeito peculiar de liderar e administrar, e isto contribuíram para que o município de Espigão do Oeste se tornasse referência em diversos setores. “Por entender que ela foi uma personalidade de destaque e que contribuiu para o desenvolvimento de Espigão e de Rondônia, tanto econômica quanto politicamente, decidi fazer o Projeto de Lei que foi proposto ao parlamento rondoniense e aceito por todos os parlamentares”, completou o deputado.

Histórico

Lúcia Tereza Rodrigues dos Santos nasceu em 31 de outubro de 1946, no município de Presidente Prudente, no Estado de São Paulo, chegando à Espigão do Oeste no ano de 1974 e, no ano seguinte, assumiu a direção da Escola Sete de Setembro.

Em 1982 ingressou na política ao ser candidata e eleita prefeita Espigão do Oeste pela primeira vez. Também fora a primeira mulher a eleger-se prefeita na Amazônia Legal. Em 1990 foi eleita deputada estadual, sendo reeleita em 1994. Nas eleições de 1998 foi novamente candidata, ficando com a vaga de suplente, mas assumiu o cargo de deputada em 1999.

No ano 2000, novamente se candidatou ao cargo executivo de Espigão do Oeste, sendo eleita e reeleita (2004) prefeita. Em 2014 foi eleita deputada estadual, retornando à Assembleia Legislativa. No exercício do mandato, Lúcia Tereza faleceu em dezembro de 2016.

Inflação medida pelo IPC-S desacelera em fevereiro

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou fevereiro com variação de 0,31%, taxa 0,09 ponto percentual inferior à registrada na última apuração, referente à terceira prévia do mês (0,4%). Fevereiro começou com alta de 0,61%, caiu para 0,49% na segunda prévia e continuou em queda. No ano, a taxa acumula alta de 1,01% e, nos últimos 12 meses, de 4,57%.

A pesquisa é feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) em sete capitais: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre. Os detalhes do comportamento dos preços em cada uma dessas localidades serão apresentados amanhã (3).

No conjunto das sete capitais, seis dos oito grupos apurados tiveram decréscimo e a maior influência sobre o resultado do IPC-S foi constatada no grupo educação, leitura e recreação, que passou de 1,81% para 0,68%. A desaceleração foi puxada pelos cursos formais, cujos preços não sofreram alteração, depois de ter apresentado aumento de 2,34% no último levantamento.

Os cinco grupos restantes com queda ou redução no ritmo de correção dos preços foram: alimentação (de -0,13% para -0,16%), transportes (de 0,65% para 0,61%), vestuário (de 0,02% para -0,18%), comunicação (de 0,26% para 0,09%) e despesas diversas (0,35% para 0,31%).

Em relação aos alimentos, os produtos que mais contribuíram foram as frutas (de 0,41% para -0,63%). Em transportes, diminuiu o ritmo de alta da tarifa de ônibus urbano (de 1,78% para 0,84%). Em vestuário, os preços das roupas tiveram queda mais expressiva do que na terceira prévia (de -0,05% para -0,26%). No grupo comunicação, houve reflexo da tarifa de telefone móvel (de 0,51% para 0,16%), e em despesas diversas, perda na intensidade de alta dos gastos com cartório (de 2,85% para 0,85%).

Os dois grupos com avanços foram: habitação (de 0,43% para 0,51%) por causa, principalmente, da elevação de preços dos imóveis residenciais (de -0,40% para 0,41%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,44% para 0,51%). Neste último grupo, a alta foi provocada pelos artigos de higiene e cuidado pessoal, que ficaram 0,12% mais caros depois de um recuo de 0,13%, na pesquisa passada.

Os itens que mais pressionaram a inflação no período foram: plano e seguro de saúde (1,01%); empregada doméstica mensalista (1,76%); taxa de água e esgoto residencial (1,94%); tarifa de ônibus urbano (0,84%) e laranja-pera (12,40%). Os produtos que mais contribuíram para a queda no ritmo de inflação foram: feijão-carioca (15,6%); banana-nanica (-13,6%); alcatra (-5,38%): banana-prata (-4,80%) e refrigerantes e água mineral (-1,65%).

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