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quinta-feira, março 23, 2017

Arquivos diários: 14 de março de 2017

Rodada de Negócios fomenta mais de R$ 17 milhões em operações de crédito rural e no comércio de Machadinho e Buritis

Por meio da Rodada de Negócios realizada durante quatro dias nos municípios de Machadinho do Oeste, dias 6 e 7; e Buritis, 9 e 10, o governo estadual fomentou mais de R$ 17 milhões em operações de contratação de crédito rural na região do Vale do Jamari. Esse montante será usado em linhas de custeio e investimentos agrícolas e pecuário.

Além de incentivar o desenvolvimento rural, a Rodada de Negócios também atraiu várias empresas de fora, interessadas em divulgar e comercializar seus produtos nos municípios, movimentando mais de R$ 600 mil no comércio local das duas cidades.

Participaram das Rodadas de negócios, as agências bancárias, empresas de consultoria em projetos, agroindústrias, produtores rurais e 37 empresas de todo o estado, que expuseram seus produtos.

“Esta é uma oportunidade fantástica de divulgar nossa empresa e a qualidade dos nossos produtos ao homem do campo”, comentou Erley Soares, consultor técnico de vendas de uma empresa do ramo de insumos agrícolas, implantada há pouco mais de quatro meses, em Ariquemes.

A recepcionista de um hotel de Buritis, Regielem Anjos de Souza, contou que a administração foi surpreendida com o movimento. “Nós não esperávamos tudo isso. Nosso movimento é bom, mas fazia tempo que o hotel  não ficava lotado. Não temos mais quartos vagos”, relatou na sexta-feira.

Em propostas de créditos rurais, Machadinho fechou R$ 5,6 milhões; e Buritis mais de R$ 11,8 milhões.

O pequeno produtor rural de Buritis, Santo Martins, disse que para ampliar sua produção de leite decidiu junto com seu filho buscar financiamento para a compra de 33 vacas leiteiras. “Com as vacas que tenho e mais essas, terei uma renda com o leite de mais de R$ 5 mil por mês”, prevê Martins, acrescentando que tudo foi possível por ter assistência da Empresa Autárquica de Assistência Técnica  e Extensão Rural (Emater-RO).

De acordo com o gerente do escritório local da Emater em Machadinho, o engenheiro agrônomo Alessandro Pedralli da Silva, dos R$ 5,6 milhões, mais de R$ 408 mil são de propostas elaboradas pelo comércio local, que movimentou outros R$ 300 mil com hospedagem, restaurantes, lojas e bares.

Em Buritis, o gerente do escritório local da Emater, Alan Campos, considerou que  a Rodada de negócios atende à necessidade do homem do campo, pois nesses eventos todos os segmentos do ramo agrícola e pecuária estão em um único lugar, facilitando a vida do produtor rural.

Segundo Campos,  o município de Buritis se destaca no ranking estadual em 4 º lugar com a produção de rebanho bovino, 8º com o café clonal 8º  e em 11º com o  leite. “A nossa meta para 2018 é de 85 mil sacas de café”, afirmou.

A ação promovida nos dois municípios é uma prévia da 6ª edição da Feira Rondônia Rural Show, que acontecerá em maio, no município de Ji-Paraná.

De acordo com o presidente da Emater-RO, Francisco Mendes de Sá, o objetivo do governo é levar esses eventos aos lugares mais distantes do eixo da BR para atender ao homem do campo e fortalecer a produção, automaticamente beneficiando toda a cidade. “O produtor conhece o produto, analisa e pode fazer negócio com a empresa e o banco num só lugar. Se o campo está forte, a roda gira e a cidade também fica forte”, argumentou.

Representando o governador Confúcio Moura, a assessora Vilma Alves disse que a ação faz parte do programa do governo estadual que visa o fortalecimento econômico da região por meio da produção rural. “Nosso governador tem olhar empreendedor, e nessas ações o dinheiro não circula apenas em uma cidade, mas em toda a região”.

Greve geral na educação em Rondônia é por tempo indeterminado

Em assembleia geral realizada em todo o estado de Rondônia, os trabalhadores em educação aprovaram a deflagração de greve geral por tempo indeterminado, a partir desta quarta-feira, dia 15 de março. O principal motivo da greve é protestar contra a proposta de reforma da previdência, enviada à Câmara dos Deputados pelo Palácio do Planalto através da PEC 287.

Mas os trabalhadores em educação também protestam contra o aumento do desconto previdenciário e exigem a manutenção da correção do piso salarial profissional nacional.

Em Porto Velho a concentração será às 9 horas da manhã na Praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Já nas Regionais serão realizadas atividades em diversos locais.

A greve nacional acompanha a mobilização da CNTE, em luta contra a reforma que castigará a classe trabalhadora e os mais pobres do país, especificamente as mulheres educadoras, patrocinando o desmonte da previdência pública e promovendo os fundos privados.

Se for aprovada, a medida acabará com a aposentadoria especial do magistério, tanto para os novos concursados como para quem tem menos de 45 anos, no caso de professoras, e menos de 50 anos, no caso de professores. Isso significa que quase 70% da categoria, em efetivo trabalho na docência, deixará de ter direito à aposentadoria especial, sendo 66,48% de professoras e 82,09% de professores que se encontram abaixo da linha de corte.

A reforma traz outros prejuízos como o aumento da idade mínima para aposentadoria, que será de 65 anos para homens e mulheres, além da exigência de 49 anos de contribuição para ambos os sexos a fim de alcançar o teto remuneratório máximo no serviço público e na iniciativa privada, que será de R$ 5.531,31 neste ano.

Piso salarial
Já o novo valor do piso salarial foi anunciado pelo governo no dia 12 de janeiro e passou de R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80. Para a CNTE, o valor do piso é insatisfatório, mas ainda é necessário lutar pela implementação desse pagamento aos profissionais em todos os estados e municípios do Brasil.

De acordo com dados do Ministério da Educação, apenas 44,9% dos municípios brasileiros pagaram o piso em 2016 e 38,4% cumpriram a jornada extraclasse.

Levantamento da CNTE nas redes estaduais indicou que o piso foi aplicado integralmente em 14 estados, proporcionalmente em cinco e desrespeitado em oito. Com relação à hora-atividade, oito estados ainda não a cumprem.

Estudos da assessoria do Ministério da Educação, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) -2012, revelam que os profissionais do magistério com formação de nível superior possuem renda média 35% inferior à dos demais profissionais não professores.

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