Agevisa promove discussão sobre segurança do paciente na assistência de saúde do estado

Baseado no terceiro desafio global lançado em outubro de 2017 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é reduzir em 50% os danos graves e evitáveis associados a medicamentos em um período de cinco anos, o 5º Encontro Estadual de Segurança do Paciente, reuniu nesta quinta e sexta-feira (5 e 6), no auditório do Rondon Palace Hotel, em Porto Velho, profissionais de saúde de todo o estado, tanto da rede pública quanto privada, para discutir o tema e fortalecer as metas de boas práticas com o uso racional de medicamentos.

“Falamos aqui sobre a higienização das mãos, a identificação correta dos pacientes, a comunicação efetiva entre os profissionais de saúde, prevenção de queda, lesão por pressão e as cirurgias seguras. O uso racional de medicamentos é uma dessas metas, e com o desafio da OMS nós estamos focando todos os nossos eventos para temas relacionados a erros de medicação. Uma medicação quando não bem administrada pode ser fatal, e nós queremos prevenir que erros aconteçam”, explica a gerente técnica de vigilância sanitária da Agência Estadual (Agevisa), Vanessa Ezaki.

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Em parceria com o Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP Brasil), o encontro conta com a palestrante Mariana Gonzaga, farmacêutica de renome nacional, e nesta sexta o assunto debatido é boas práticas voltadas para antimicrobianos. “Eles são um ‘calo’ tanto para a assistência à saúde, quanto para a população. Muita gente, com uma garganta inflamada ou alguma infecção, prefere dar um jeitinho de adquirir o antibiótico na farmácia de uma forma que não é correta, e esse uso indiscriminado prejudica o paciente sem que ele tenha consciência disso”, explica.

Os problemas gerados com administração de antibióticos sem a receita médica vão além. “O consumo desses medicamentos sem prescrição pode causar resistência microbiana no paciente, e quando ele precisar usar o antibiótico pode ser que ele não tenha o efeito esperado, forçando a administração de um medicamento de ultima geração, e isso aumenta o tempo de internação e o uso de medicamentos, sendo que  o problema poderia ter sido sanado com antibióticos de primeira classe. Há uma cultura errada sobre isso. Se as pessoas adoecem, vão a uma consulta médica e saem sem nenhuma prescrição em receita, algumas já dizem que o médico não presta, mas o profissional tem que ter esse cuidado, e o nosso organismo está preparado para reagir. O tempo de defesa deve ser respeitado antes do uso extremo de medicamentos mais fortes, como é o caso de uma virose, que leva de quatro a sete dias para que a pessoa se recupere, e as vezes o paciente não quer esperar”, conta Ezaki.

A profissional acrescenta que nesses casos, ao primeiro sinal de melhora, o paciente costuma interromper o tratamento antes da conclusão do período prescrito pelo médico, o que também é uma atitude negativa, que com o passar do tempo também leva à resistência ao medicamento e pode atrapalhar futuros tratamentos em casos realmente necessários.

Desde a divulgação do programa nacional de segurança do paciente, que aconteceu em 2013, a Agevisa realiza anualmente os eventos com a presença de profissionais de saúde de Rondônia. “A nossa intenção é fazer com que esses profissionais retornem para suas unidades com a missão aplicar essas metas dentro do serviço de saúde onde eles trabalham. Grandes conhecimentos são trocados aqui. Nós trouxemos o ISMP Brasil que é referência nacional e internacional na discussão do assunto, então a Agevisa trouxe o que há de melhor no país, para que as pessoas tomem consciência da importância dessas cautelas dentro do serviço e resultado seja refletido diretamente no paciente, que é o foco principal de toda essa discussão, que ele tenha uma assistência justa, segura, igualitária, humanizada”, finalizou a gerente técnica de vigilância sanitária.

Source Secom Governo
Via Secom Governo
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