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Com desabamento de forro, alunos de escola são transferidos para prédio alugado em Cacoal, RO

Alunos estudarão em uma cooperativa escolar, onde o aluguel anual de 18 salas será cerca de R$ 400 mil. Aulas para os mais de 700 alunos deverá iniciar no dia 19 de fevereiro.

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Os alunos da Escola Municipal José de Almeida e Silva em Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, cursarão o ano letivo de 2018 em um prédio alugado pela prefeitura. Isso porque a escola passou por uma construção de ampliação e toda a obra está comprometida, com o forro desabando, o que coloca em risco a segurança das crianças.

De acordo com a prefeita Glaucione Rodrigues os alunos estudarão em uma cooperativa escolar, onde o aluguel anual de 18 salas custará aos cofres públicos cerca de R$ 400 mil. As aulas para os mais de 700 alunos deverá iniciar no dia 19 de fevereiro.

A Escola José de Almeida foi uma das primeiras construções escolares da rede municipal de Cacoal, com o prédio inaugurado em 1976. Nesse período, a unidade escolar recebeu apenas uma obra de ampliação, no fim de 2016.

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Segundo a direção escolar, o problema na obra ocorreu na construção de um bloco de 12 salas de aula e dois conjuntos de banheiros, que fica em um andar superior, erguidos no fim de 2016.

A obra custou cerca de R$ 1,2 milhão, pagos por meio do Fundo de Manutenção Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Para o conselheiro escolar Pedro Matos, a transferência dos alunos traz tranquilidade aos pais, que se preocupavam ao deixar os filhos em um prédio que não oferecia nenhum tipo de segurança.

“A transferência dos nossos filhos para um novo prédio era um desejo de todos os pais. Durante o decorrer dessa obra, enfrentamos vários problemas, como remanejamento de alunos e pais que procuraram outras escolas para matricular os filhos, devido o desgaste emocional em deixar os filhos em um local que não apresentava nenhum tipo de estrutura”, disse.

Segundo o procurador do município Caio Veche, a prefeitura acionou judicialmente a empresa responsável pela construção, pois a lei de licitação obriga o contratado a garantir a solidez da obra, o que entende não ter sido cumprido no caso da construção do José de Almeida. Veche afirma ainda que existe o prazo de cinco anos, para que a empresa seja responsabilizada pelos erros cometidos.

“Entre as exigências pediremos à empresa o ressarcimento do valor, a conclusão e reparos necessários na obra mal executada”, disse o procurador.

A prefeita lamentou os transtornos causados pela má execução da obra realizada na escola e afirmou que está retirando as crianças do prédio, em respeito a um laudo de engenharia, que determina essa remoção.

A decisão de levar as crianças para a cooperativa escolar foi tomada junto com os pais. No novo prédio, a prefeitura gastará em média de aluguel o valor anual de aproximadamente R$ 400 mil.

“É com tristeza que estamos suspendendo as aulas na escola José de Almeida, mas infelizmente o prédio ficou comprometido com uma reforma e ampliação que foi feita na administração anterior. Além de perder o recurso da ampliação, com uma obra de má qualidade, comprometeu a estrutura antiga que funcionava muito bem”, reclamou a Glaucione.

A previsão da prefeita é que até 2019 toda a obra tenha sido reparada e os alunos possam voltar ao prédio.

Centranet
por G1 RO
da G1 RO
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