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Duas novas universidades federais podem ser criadas em Rondônia

A criação de duas novas universidades federais no estado foi aprovada pelo Conselho Universitário (Consun). As duas, uma na região central e outra no sul do estado, surgiriam do desmembramento da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir).

O próximo passo, será o envio do processo para o Ministério de Educação e Cultura (MEC), para os encaminhamentos necessários para o desmembramento. Segundo o comitê, o principal objetivo e beneficio de criação é suprir o déficit de vagas universitárias públicas existentes no estado.

Segundo professor e membro da comissão de desmembramento, Késsio Gonçalves Leite, desde os anos 90, já se discute a possibilidade da criação de novas universidades no estado. Mas, foi em 2012 que o campus de Ji-Paraná, região central do estado, começou a realizar reuniões periódicas para discutir melhor a possibilidade. A movimentação se expandiu para os outros campi e, em 2013, foi formalizado o processo de desmembramento.

Foram realizadas oito audiências públicas em várias cidades de Rondônia para discutir a criação. Gonçalves explicou que a ideia tomou força depois de se diagnosticar que o mesmo número de matriculas nas universidades públicas federais do Brasil tivesse crescido, mas Rondônia permanecia com mesmo número por mais de dez anos.

O professor afirmou ainda que, segundo estatísticas, em 2002, Rondônia matriculou aproximadamente nove mil universitários federais e, de acordo com os últimos dados, permanecia com o mesmo número 11 anos depois, em 2013. E para o futuro, o Plano Nacional de Educação prevê que, até 2022, 40 mil novas matrículas no estado sejam feitas.

“O déficit hoje é de oito mil vagas. Precisaríamos criar uma nova universidade do tamanho da Unir apenas para suprir o déficit. Se olharmos para frente, este déficit torna-se ainda maior, caso não se crie novas instituições e novos cursos”, afirmou Késsio.

Novas universidades
A proposta é que sejam criadas duas novas universidades, totalizando três instituições federais no estado. Uma delas seria na região central, onde os campi de Ji-Paraná e Presidente Médici, se tornariam a Universidade Federal Central de Rondônia, e outro na região sul do estado, com os campi de Vilhena, Rolim de Moura e Cacoal, formando a Universidade Federal Oriental de Rondônia. A Unir permaneceria com os campi de Porto Velho, Ariquemes e Guajará Mirim.

No Brasil, das últimas 19 novas universidades federais, oito delas surgiram de um desmembramento. O tempo médio para a criação de novas universidades, criadas por desmembramento no Brasil, é de 17 meses levando-se em consideração a tramitação. Agora, depois de aprovado no Consun, o processo passa pela elaboração do projeto de lei. A comissão acredita que a oficialização da criação pode levar até dois anos.

Com as novas universidades, o representante dos estudantes no comitê, Anderson Siui, disse que a criação das novas universidades só tem a contribuir com o desenvolvimento.  “A universidade, para a sociedade como um todo, é importante para o desenvolvimento humano. Olhando para os dados a gente vê que, em Rondônia, há uma necessidade de se criar universidade que atenda a demanda. Os alunos são os mais beneficiados”, afirmou o estudante.

Hoje, a Unir soma 50 cursos em todo o estado. Para o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jacinto Dias, as novas universidades facilitariam o processo para novos cursos nas regiões. “Tendo novos cursos, vão fomentar o desenvolvimento e evitar que nossos filhos e netos saiam dos municípios hoje em busca de cursos. É um degrau”, avaliou Dias.

A doutora em Educação Escolar, Josélia Gomes Neves, concordou que novas opções facilitarão a realização dos sonhos de muitos jovens do estado. “Neste momento, Rondônia tem a grande oportunidade de expandir ainda mais. Esta universidade vem responder à demanda e será a resposta ao sonho de muitos jovens e muitas famílias”, acreditou.

Fonte:G1/RO

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