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A direção da Casa de Detenção de Ouro Preto do Oeste (RO), na região central do estado, e o serviço de inteligência do presídio não descartam a participação de facções criminais no princípio de rebelião ocorrido na unidade prisional, na última quarta-feira (18). Segundo o diretor de segurança, Cristiano Félix, integrantes de uma facção famosa podem estar envolvidos na confusão. Após o ocorrido, 13 detentos foram transferidos para presídios estaduais..

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O motim na Casa de Detenção teve início após o banho de sol dos apenados, nesta quarta-feira, após os presos recusarem voltar às celas. Na ala feminina da unidade prisional, um grupo de detentas ateando fogo a sacos plásticos.

Conforme a direção, o presídio tem capacidade para receber 90 detentos e conta atualmente com cerca de 210 presos.

O princípio de rebelião só foi contido após disparos realizados pelos agentes penitenciários. O Grupo de Operações Especiais da Polícia Militar (GOE) realizou uma revista no local e apreendeu “chuchos” – arma branca feita artesanalmente- e baterias de celular.

Após realizar a transferência de 13 detentos, sendo oito homens e cinco mulheres, a direção do presídio estuda a causas que motivaram a realização do motim. O serviço de inteligência não descarta a influência de facções criminais rivais no princípio de rebelião ocorrido em Ouro Preto do Oeste.

“Estamos trabalhando para descobrir o real motivo desse motim e não descartamos a participação de facções criminais. Supostamente presos do PCC estão querendo usar esse momento de tensão que está acontecendo no sistema penitenciário, para tentar mandar no presídio local, como foi dito à nós por um apenado que liderou o princípio de motim”, conta o diretor de segurança.

Armas apreendidas
Conforme a direção, os detentos da Casa de Detenção realizaram o motim após o banho de sol, na quarta-feira, quando os presos se recusaram voltar às celas. O princípio de rebelião só foi contido após disparos realizados pelos agentes penitenciários.

Durante a confusão, um grupo de detentas realizaram protestos na ala feminina da unidade prisional, ateando fogo em sacos plásticos.

Após a confusão na unidade prisional, o Grupo de Operações Especiais (GOE) realizou uma revista na unidade e apreendeu diversar armas com os presos.

Depois que os presos entraram nas celas, o GOE realizou uma revista no local e apreendeu vários produtos. “Encontraram várias armas artesanais, os chamados xoxos. Muitas baterias de celular”, disse o diretor Cristiano Félix.

Entre os presos transferidos estão oito homens e cinco mulheres, que agora foram levados para presídios estaduais de Rondônia.

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