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Moradores de Cacoal (RO), a 480 quilômetros de Porto Velho, estão preocupados com a infestação de caramujos africanos, transmissor de verminoses. Segundo o coordenador do Setor de Endemias, Pedro Souza, é no verão que o molusco mais aparece, pois a chuva e o calor oferecem condições favoráveis para reprodução e locomoção da espécie. Até o momento não há registro de nenhuma doença transmitida pelo caramujo no município. No entanto, o setor orienta a população para tomar alguns cuidados preventivos.

O caramujo africano adulto é escuro e tem carapaça listrada. Segundo informações do Setor de Endemias, cada um deles põe até dois mil ovos por ano. A rapidez na reprodução é pelo fato de que eles não precisam de parceiro, pois são hermafroditas.

Segundo o coordenador do Setor de Endemias, Pedro Souza, as condições climáticas do verão favorecem o aparecimento do caramujo, pois o tempo quente facilita a reprodução e a chuva permite que a espécie se movimente com facilidade.

Conforme o Setor de Endeminas, os caramujos africanos (Achatina fulica) podem transmitir verminoses conhecidas como angiostrongilíases ao ser humano, por meio do muco que produzem para se deslocar. A doença pode ser contraída quando se toca o caramujo com as mãos nuas e depois se leva à boca ou por meio da ingestão de verduras e hortaliças sujas com o muco do caramujo.

Os moradores temem a transmissão dessas doenças. Marinês de Lurdes Pereira tem quatro filhos, dois pequenos, e tenta evitar que eles tenham contato com os caramujos, mas reconhece que a situação pode sair do controle. “Criança, por não ter a noção de nada, pode achar que é um brinquedo e pegar. Minha preocupação tem sido grande”, enfatizou.

O motorista Luiz Carlos Cardoso diz que segue todas as recomendações dos agentes de saúde e conseguiu acabar com o fluxo do molusco. “Joguei cal no meu quintal e ao redor da casa, pois aqui [na residência] é muito úmido e a incidência do caramujo é grande. Sem contar que ao lado da minha casa tem um terreno baldio com muito lixo, por isso o cuidado é dobrado”.

O Setor de Endemias orienta a população a nunca tocar nos caramujos sem uma proteção, como luvas ou sacos plásticos nas mãos, e realizar a higienização adequada das mãos após eventual contato com o animal, bem como dos alimentos.

Apesar da possibilidade de transmissão dessas verminoses, não há registro da doença em Cacoal até o momento. Mesmo assim, os cuidados são necessários. “Ainda é recomendado manter os quintais e terrenos limpos, pois geralmente são nesses locais que os caramujos se escondem”, acrescenta o coordenador.

Orientações
De acordo com o coordenador, para a completa eliminação dos moluscos, é necessário que se queime e enterre os caramujos. “Na captura do animal, é imprescindível o uso de luvas ou sacolas”, complementa.

A coleta deve ser feita periodicamente, até eliminar a infestação do local. Uma dica importante é não jogar sal diretamente nos caramujos livres, pois além de contaminar o solo, as conchas sobrarão no ambiente e se encherão de água de chuva, favorecendo a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

Já os alimentos que entraram em contato com caramujos devem ser descartados. Os demais, antes de serem consumidos, devem ser desinfetados com solução de água sanitária. O procedimento deve ser feito da seguinte forma: lavar bem em água corrente, colocar de molho por trinta minutos em uma solução de água com água sanitária (uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água) e lavar novamente em água corrente.

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