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Jovem supera infância marcada pelo bullying e vira modelo em Rondônia

Aos 18 anos, Daniela Abgail Barbosa Silva superou a infância marcada pelo bullying e entrou direto para as passarelas rondonienses. Ganhadora do Miss Ji-Paraná 2016, a jovem ficou na segunda colocação no Miss Rondônia 2017. Em entrevista ao G1, Daniela contou sobre as dificuldades para ser modelo e que o sonho agora é bem maior: ser reconhecida no Brasil pelo trabalho.

A jovem conta que desde criança já andava desfilando pela casa, mas não entendia nada, nem se quer se interessava por moda. Negra e sempre magra, Daniela explica que sofreu muito durante a infância com o bullying.

“Na escola me chamavam de magrela. O meu cabelo chamavam de bucha. Eles me humilhavam”, relembra a miss.

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Com isso, a menina se tornou muito tímida. Quando chegou aos seus 15 anos, começou a ouvir com mais frequência que ela  tinha um corpo com as características exigidas para ser modelo.  “Me diziam que eu tinha potencial. Por outro lado, muitos acharam que eu nunca iria conseguir, principalmente pelas minhas condições financeiras”, conta.

Quando tinha 17 anos Daniela viajou para seu estado natal, Goiás. Lá, sua família a incentivou a procurar por uma agência e tentar a carreira de modelo.  Assim, a menina despertou o sonho adormecido e correu atrás.

Voltando de viagem para Ji-Paraná, a jovem soube que haveria uma seletiva de uma agência na cidade e foi uma da selecionadas.

“Depois disso minha vida mudou completamente. Agora, eu me preocupava mais com o que ia vestir. Minha aparência mudou por completo. Minha timidez sumiu. A cada dia consigo falar melhor em público. Surpreendia muita gente que achou que eu não conseguiria”, conta.

Depois desta seletiva, decidiu se inscrever no concurso que elegeria a Miss Ji-Paraná 2016.  E logo de cara, ganhou o concurso e foi representar a cidade no concurso Miss Rondônia 2017. Nesta disputa foi eleita a segunda mais bonita do estado.

Terminando o último ano do ensino médio, Daniela conta que as dificuldades são muitas desde o início de sua carreira, mas nenhuma delas são suficientes para fazê-la desanimar e desistir do sonho de ser modelo profissional.

“Eu quero crescer e ser conhecida também fora do estado. Tudo que consegui foi com muita dificuldade e continuo batalhando para o próximo concurso que vou participar”, finaliza.

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