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Laboratório municipal descarta sangue recolhido de pacientes para exames por falta de material em Porto Velho

Material colhido é jogado fora porque faltam reagentes para a realização dos exames. Pacientes esperam por dias resultados de exames que nunca vem.

Material sanguíneo, recolhido de milhares de pacientes para realização de diversos exames, está sendo descartado pela Central de Diagnósticos Laboratoriais de Porto Velho porque faltam reagentes para que os trabalhos laboratoriais sejam concluídos.

A denúncia, feita anonimamente à reportagem do G1, foi confirmada na segunda-feira (22), pelo Promotor de Justiça de Defesa de Probidade Administrativa, Geraldo Henrique Ramos, do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que realizou uma visita surpresa ao centro de diagnóstico e, posteriormente, se reuniu com o adjunto da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Marcus Vinícius de Oliveira.

Segundo a denúncia, mesmo sem a realização do exame, os agentes de saúde, nas unidades básicas e de pronto atendimento do Município, continuam coletando sangue, quando o paciente vai buscar o resultado, ele é convidado a voltar em outra oportunidade. “É uma falta de respeito com o paciente”, avaliou o Promotor de Justiça, afirmando que a denúncia é antiga e que vai acompanhar o caso de perto.

“Fazemos cerca de 4 mil atendimentos por dia, é uma demanda grande, então a falta de insumos é corriqueira, mas se agravou nos últimos três anos”, explicou o diretor do Pronto Atendimento Rafael Vaz e Siva (onde funciona o centro), Lúcio Augusto Barauna.

Gilmara Silva Araújo, gerente da divisão de laboratório da Central de Diagnósticos Laboratoriais, diz que o material sanguíneo chega a ser descartado porque falta reagentes e cubetas (pequeno tubo circular ou quadrado), selado em uma das extremidades, feito de plástico, vidro ou quartzo, usada para analisar amostras por métodos espectrofotométricos.

A Central de Diagnósticos Laboratoriais de Porto Velho foi inaugurada em 2012 e conta com equipamentos sofisticados. É informatizado e interligado com as demais unidades de saúde da capital. Na época da inauguração, foi considerado uma referência pelo Ministério da Saúde, mas hoje apresenta falhas graves.

Em conversa com o representante do MP-RO, Gilmara Silva confirmou que as cubetas já tinham chegado e que os trabalhos devem ser normalizados.

“Os reagentes também já estão disponíveis e os que acabam em fevereiro já está sendo licitado”, acentuou, acrescentando que a falta de cubeta é responsabilidade da empresa fornecedora.

Segundo ela, a empresa que fornece é de São Paulo e é feito um pedido por mês. “A empresa não tinha e deixou faltar”, completou.

O Promotor de Justiça Geraldo Henrique disse que a promotoria vai levar o processo para análise para estudar e ver quais as justificativas da empresa, depois, a prefeitura será cobrada por escrito.

“Sobre as cubetas, a empresa tem toda responsabilidade e pode ser punida”, avaliou. “Falta de reagente pelo Município também não tem justificativa plausível. Isso deve ser previsto no orçamento. Providências serão adotadas para responsabilizar os envolvidos”, afirmou o promotor.

Na reunião com o representante do MP-RO, o adjunto da Semusa, Marcus Vinícius de Oliveira, não falou sobre a falta de insumos no centro laboratorial. Ele deu esclarecimentos sobre a falta de remédios, outro problema que causa transtorno aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, os remédios já foram licitados e o problema deve ser resolvido até meados do mês de março.

Centranet
por G1 RO
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