Novos vereadores, novas discussões. Primeira sessão do ano já teve bate boca.

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A vereadora Lirvani Storch (PP), escalou a tribuna e usou poucas palavras em seu primeiro discurso em uma sessão ordinária.
Agradeceu a presença de amigos e familiares e se dispôs tal como seus colegas, a trabalhar pelo município.

Não foi muito diferente o discurso do vereador Aluízio Lara (PTB), mas foi apenas no discurso inicial que a calma reinou. Tanto o vereador Lara como a vereadora Storch, ainda não tinham engolido a sessão que os colocou a margem dos trabalhos do legislativo municipal.

Dos 11 vereadores, 3 tiveram suas representações diminuídas a quase nada, ou até nada como é o caso dos vereadores Aluízio Lara e Marcel Sens, esse último por opção própria.
Tal como o ex-vereador Paraíba, Marcel é professor e, para não ter que abrir mão do salário de professor, preferiu ser um “vereador de segunda”. Vai na sessão, marca presença e não se compromete com mais nada durante o restante da semana.
Os alunos não podem ficar sem seu professor.

Sem a representação desejada, Lirvani e Aluízio entraram com requerimento, solicitando a anulação da referida sessão, para que a divisão das comissões pudesse ser feita de forma mais justa para os vereadores.
Da mesma forma que os votos não apareceram para a eleição das comissões, eles fizeram falta para aprovação do requerimento. Sentindo-se injustiçado, Aluízio Lara, esbravejou que aquilo seria um jogo de cartas marcadas e, no calor da emoção disse que muito provavelmente não conseguiu votos, porque não fez parte das reuniões, reuniões que talvez aconteceram para saber quanto poderia ser dado pelo voto.

De lança na mão, Devair exigiu respeito do vereador, sob ameaça de acionar o vereador Aluízio Lara na comissão de ética. “Não teve voto para ser presidente, vai ficar se fazendo de vítima os quatros anos? Não vem com acusação não, que vai ter que provar, porque eu não devo nada, sou honesto, respeita o voto”.  Retrucou o vereador Devair.

Pronto, foi o suficiente para acalmar os ânimos. Daí em diante a sessão voltou a normalidade e os discursos ficaram menos ofensivos.

A PROTAGONISTA DA NOITE

Saiara Toledo (PSDB) foi a grande protagonista da noite, falando firme e sem medo, revelou que os vereadores ofendidos foram lhe pedir votos tanto para presidente da Casa como para as comissões. E que lhe foi dito: “Se A ou B estava oferecendo algum cargo comissionado ou presidência de comissão, que pra mim votar nessa pessoa para presidente, também poderia ceder. Eu falei, eu não compactuou com esses atos”

Com essa fala Saiara revelou que nos bastidores “o jogo foi jogado”, sem revelar quem lhe ofereceu cargo comissionados ou presidência das comissões em troca do seu voto, Saiara deixou claro que apesar da pose de moralidade, alguém tentou “direcionar” o seu voto. Para sorte de uns e curiosidade da plateia, a vereadora Toledo optou por não revelar o nome do seu aliciador ou aliciadora.

Verdades ditas, caras de paisagem e segue o jogo!

#poucasnemsempreboas
por Roney Ribeiro

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