Publicidade

Tenho observado pessoas cada vez menos possuidoras de si e de suas circunstâncias. Um exemplo dessa realidade se mostra na inquietação dessas pessoas quando confrontadas em seus próprios gostos e crenças.

O discurso do respeito ao gosto alheio é muito apropriado àqueles que demonstram insegurança em relação ao quão apropriado é aquilo de que gostam. Assim não o fosse, não veríamos pessoas tão ocupadas na defesa de si mesmas (disfarçado na intransigência da defesa de seus ídolos ou guias).

Ora, a segurança de que gosto do que gosto ou de que creio no que creio porque sei o que naquilo é que me faz crer ou gostar, dispensa a aprovação exterior.

Se é que preciso justificar os meus prazeres e tudo quanto mais me dê a mínima ou a máxima satisfação, devo fazê-lo a mim e a mim somente. Quando preciso me esforçar para convencer o outro de que minha fé é boa ou meu gosto é bom, deixo claro que nem eu mesmo estou seguro da qualidade daquilo sobre o que prego, vivo ou experimento. Afinal, o que é belo e o que é bom se faz perceber, por si e a todos, sem precisar de qualquer justificação.

Comentários Facebook
Publicidade Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.