Ônibus escolar fica atolado em ponte de rio que transbordou em Jaru, RO

 Um ônibus escolar que transportava diversas crianças ficou atolado na quarta-feira (22) após passar por uma ponte do Rio Mororó no Setor A1 em Jaru (RO), município a 290 quilômetros de Porto Velho. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o rio transbordou na noite da última terça-feira (21) e devido à enchente, parte da cabeceira da ponte de madeira foi danificada e fez com que ocorresse o acidente.

Segundo os bombeiros, o veículo realiza o transporte dos alunos da Escola Tito Lourenço para a zona rural do município e ao tentar atravessar a ponte ficou atolado na cabeceira. “Todas as crianças que estavam dentro do ônibus foram retiradas com segurança e posteriormente concluíram o trajeto em outro veículo.

Boa parte da estrutura ficou danificada com a enxurrada na noite de terça-feira, mas felizmente os alunos sofreram apenas um susto”, explicou o cabo dos bombeiros Anderson Bittencourt. A Defesa Civil do município esteve na localidade e interditou a ponte para o tráfego de veículos até o reparo da estrutura. O ônibus foi retirado do local depois de algumas horas.

Rio Jaru em nível de alerta
Com as fortes e longas chuvas que têm caído no município, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Jaru informaram na manhã desta quinta-feira (23), que o nível do Rio Jaru ultrapassou a marca de 7,97 metros, considerada como limite. Segundo os órgãos, as águas chegaram na marca de 8,02 metros e os moradores que residem próximo ao rio devem ficar atentos.

“Diariamente tem ocorrido chuvas e o nível do rio está subindo de pouco em pouco, o que gera grande preocupação a todos. Junto com a Defesa Civil iremos vistoriar as residências e prestar todo o auxilio necessários aos moradores para se retiraram da área de risco”, afirma Bittencourt.

Em 2016, cerca de 2,5 mil pessoas foram atingidas com a enchente do Rio Jaru durante o mês de março. Na época, uma medição da Agência Nacional de Águas (Ana) atestou que o rio atingiu 11 metros de profundidade, sendo três acima da metragem considerada normal. As bombas de captação da água no rio ficaram submersas e o abastecimento de água no município foi interrompido por quase três dias.

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