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Operação Niké: Prefeito e vereador de Cujubim já estão presos

O prefeito de Cujubim, Fábio Patrício Neto, o vereador Wilson Feitosa dos Santos, o empresário Sidnei Godoy e o engenheiro Leandro Eudes dos Santos Medeiros já foram presos na manhã desta quarta-feira por agentes da Polícia Civil, em cumprimento de mandados expedidos pela Justiça de Rondônia a pedido do Ministério Público. O quarteto é acusado de corrupção na Operação Niké. Outros dez mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na Prefeitura da cidade, Construtora e Empreendedora Vitória Ltda., Eudes Engenharia & Consultoria Ltda-EPP, Shopping do Estudante. Há ainda cinco ordens de suspensão temporária do exercício de função pública; e quatro conduções coercitivas.

A ação foi desencadeada após investigações realizadas pelo Centro de Atividades Extrajudiciais (CAEX) e Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), bem como pela Promotoria de Justiça da Comarca de Ariquemes.

Para a execução da operação, o Ministério Público conta com apoio da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado – GAECO do Ministério Público da Paraíba.

A investigação foi iniciada em novembro de 2015 e revelou direcionamento de licitações na Prefeitura de Cujubim em favor da empresa CONSTRUTORA E EMPREENDEDORA VITÓRIA LTDA., durante os anos de 2014 a 2016.

Segundo apurado, a empresa havia sido condenada judicialmente em data pretérita à pena de proibição de contratação com o Poder Público, em ação civil pública por ato de improbidade, por fatos praticados durante a gestão do ex-Prefeito Ernan Amorin, que renunciou ao cargo, assumindo como chefe do Executivo Municipal o então vice-prefeito, Fábio Patrício Neto.

As fraudes continuaram na gestão de Fábio Patrício Neto envolvendo a empresa CONSTRUTORA E EMPREENDEDORA VITÓRIA LTDA, que celebrou contratos junto à Prefeitura para a prestação dos mais variados serviços, sendo certo que nos processos licitatórios geralmente ela era a única a concorrer ou a ser habilitada.

O cenário trazido à colação pelo Ministério Público desnuda organização criminosa voltada à prática dos crimes de falsidade ideológica, fraude à licitação e peculato.

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