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Agentes penitenciários, com apoio da Polícia Militar (PM), fizeram uma revista em todas as celas do presídio de Ariquemes (RO) nesta quinta-feira (19). A estratégia foi adotada pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) para evitar possíveis conflitos nas unidades prisionais do estado. A quadra onde está localizada a Casa de Detenção de Ariquemes, no Setor de Grandes Áreas, ficou  isolada desde a manhã. Na quarta (18), a revista também foi feita em Buritis (RO).

Segundo a Sejus, as revistas acontecem em todos presídios do estado como medida preventiva, principalmente nas unidades onde foram identificadas com maior risco de conflitos. O objetivo é apreender objetos que podem ser usados como armas, no caso de uma rebelião.

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A Casa de Detenção de Ariquemes recebeu essa fiscalização nesta quinta-feira, pois tem registrado superlotação. Atualmente a unidade abriga 342 internos, mas a capacidade é para comportar apenas 176, segundo um levantamento feito pela Defensoria Pública de Rondônia.

Ao G1, o tenente da Polícia Militar em Ariquemes, Everton Alves, disse que os militares foram acionados para reforçar a segurança, enquanto a fiscalização da Sejus é realizada dentro da unidade.

“O trabalho segue tranquilo. Nossa ação é para evitar a insegurança e até possíveis rebeliões com mortes de detentos, como o que ocorreu em outras cadeias do país”, explicou o tenente.

Ainda segundo a Sejus, a secretaria aguarda o fim da revista geral no presidio de Ariquemes para informar que tipo de objetos ilícitos foram encontrados nas celas. A fiscalização teve inicio por volta das 8h da manhã desta quinta-feira (19) e até o fechamento desta reportagem ainda não tinha sido finalizada.

Buritis
Outra unidade prisional da Região do Vale do Jamari também passou por uma revista. A fiscalização aconteceu no Centro de Ressocialização Jonas Ferreti, presidio de Buritis, na quarta-feira (18).

De acordo com diretor da unidade, Wallace Bernardo, nenhum objeto ilícito foi encontrado nas celas. O presidio de Buritis hoje conta com 162 detentos, sendo que a capacidade é para abrigar apenas 112. Dos 162, 58 são presos transferidos de Ariquemes, devido a atual crise carcerária.

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