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Surpreendido com uma nota de repúdio assinada pelo presidente em exercício do Conselho Regional de Medicina (Cremero), Spencer Vaiciunas, em reação a uma entrevista à uma emissora de televisão, criticando o que chamou de sabotagem de alguns servidores na UPA da Zona Sul, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, se desculpou com os servidores que cumprem com seus horários e plantões com responsabilidade, mas reafirmou que vai intensificar a fiscalização das folhas de ponto, como são chamadas as anotações de frequência e assiduidade nos locais de trabalho.

Na entrevista que provocou a reação do Cremero, o prefeito se referiu como ‘sabotagem’ à constatação de que os vasos sanitários da UPA Sul foram entupidos com copos descartáveis e rolos de papel higiênico, para que a água, dejetos e detritos transbordassem. Na mesma entrevista, o prefeito pediu que os médicos ficassem mais atentos a seus horários de plantões e atendessem melhor à população.

Embora as declarações tenham sido pontuais com relação a situação verificada naquela unidade de saúde, a nota assinada pelo presidente em exercício do Cremero aborda o assunto de forma generalizada. “É claro que temos bons servidores médicos, enfermeiros, técnicos e pessoal de apoio. À essa maioria responsável, que cumpre seu papel com dignidade, pedimos nossas desculpas por eventual interpretação destoante da realidade”, desculpou-se.

O prefeito estranhou, entretanto, que as reações tenham ficado mais ostensivas depois que criou uma comissão de técnicos responsáveis pela fiscalização das folhas de frequência e de plantões dos servidores. “Vamos continuar fiscalizando e quem não estiver cumprindo sua obrigação vai responder. Temos cerca de 400 médicos na rede municipal, não há por que faltar profissionais em nossas unidades de saúde. O problema é que ao longo dos anos, o emprego na prefeitura foi sendo resumido a um mero ‘bico’ para alguns”, lamentou Hildon.

Um dos locais que mais registra ausência de médicos em seus plantões é a UPA da Zona Leste. Nesta quinta-feira (16), entretanto, quando o Cremero programou uma fiscalização surpresa, estavam os seis plantonistas trabalhando. O conselheiro Rodrigo Almeida, que fez a vistoria, constatou que o grande problema da unidade é a superlotação, embora haja outros de menor potencial.

Segundo Rodrigo Almeida, num plantão de 12 horas, cada médico chega a atender entre 70 a 80 pacientes, o dobro do recomendado pelo Ministério da Saúde. O número de profissionais por plantão na UPA, no entanto, está adequado à sua estrutura. São seis consultórios para seis plantonistas. A clientela é que tem crescido mês a mês. O último mês de janeiro, por exemplo, registrou um crescimento de dez mil procedimentos a mais do que janeiro do ano passado.
O secretário municipal da Saúde, Alexandre Porto disse que num prazo de aproximadamente trinta dias a UPA da Zona Sul estará com o atendimento normalizado com relação a disponibilidade de profissionais, de medicamentos e materiais de consumo.

Fonte: rondoniagora

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