Prefeitura decreta situação de emergência por causa de cratera em Vilhena, RO

A prefeitura de Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho, decretou situação de emergência na última quarta-feira (29). Segundo a administração, a medida tem por objetivo acelerar a aquisição de recursos para conter uma cratera, localizada no fim da Avenida Curitiba, no Bairro São Jerônimo.
Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), quatro famílias devem ser retiradas das imediações por conta do aumento gradativo da erosão.
Com as chuvas dos últimos dias, o buraco aumentou e interditou um trecho da Rua 743, no cruzamento com a Rua 740. Moradores da região reclamam do problema há anos. A situação se agravou depois do início da obra de macrodrenagem, que está parada atualmente.

Com o estado de emergência, a prefeitura pretende angariar recursos de forma mais rápida para minimizar o problema. A administração alegou no decreto que, com o aumento da cratera, famílias podem ficar desabrigadas e ruas interditadas.
Com a decretação de situação de emergência, as licitações de contratos para conter o buraco ficam dispensadas.
Famílias
Conforme a Semas, quatro famílias devem deixar suas moradias e ser transferidas para outras casas, com aluguel custeado pela prefeitura. “Estamos buscando casas que abriguem as famílias. Eles não podem deixar suas residências e irem para qualquer lugar. Precisam de um lugar confortável e estamos providenciando”, ressalta a secretária adjunta da Semas, Juliana Paula da Silva.

Centranet

O mecânico Itamar Fernandes mora na esquina das Ruas 740 com 743. Com as fortes chuvas que vem caindo sobre a região, o buraco aumentou e chegou próximo do muro de sua casa. Ele é uma das pessoas que devem deixar o local.
“Moro aqui há mais de 20 anos. Esse problema do buraco vem de muitos anos, mas ninguém fez nada. Agora pode derrubar nossas casas, que demoramos tanto para conquistar”, enfatiza.
A operadora de caixa Dilvania Gonzatto também é uma das moradoras que corre risco com o aumento da cratera. Ela explica que a prefeitura está em busca de casas para eles mudarem.
“Somos em sete pessoas, então temos que ir para uma casa que nos comporte. Mas esta mudança é uma humilhação. A gente luta tantos anos para ter uma casa e agora vamos ter que deixá-la por falta de atitude da prefeitura”, reclama.
Soluções
O secretário de planejamento do município, Valdiney Campos, diz que atualmente é difícil fazer um trabalho definitivo no local, em virtude do período de chuvas.
Contudo, explica que uma força-tarefa organizada pela Secretaria Municipal de Obras junto com o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER), começou a realizar um trabalho paliativo na última quarta-feira (29).
Campos explica que estão sendo jogados cascalhos e pedras na erosão, que depois serão concretados. Além de conter o aumento do buraco, a força-tarefa pretende normalizar tráfego na rua interditada. “A gente não vai abandonar aquelas famílias. A gente está trabalhando. Estamos monitorando a situação diariamente, e a Semas está acompanhando as famílias”, enfatiza.
Segundo Campos, a obra de macrodrenagem deve ser retomada em maio.
Notificação
Em dezembro do ano passado, o Corpo de Bombeiros notificou a Secretária Municipal de Meio Ambiente (Semma) e a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) para tomarem providências a respeito da erosão, na época com cerca de 12 metros de profundidade.
De acordo com a corporação, as famílias que moravam nas imediações corriam risco de vida ficando no local, pois, com as constantes chuvas, havia a possibilidade de desmoronamento.
Fonte: G1

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