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Restaurante Popular Prato Cheio serviu mais de 350 mil refeições em 2017; atendimento seguirá normal durante o Carnaval

Solteiro, aos 76 anos de idade, o aposentado José Maria Pontes Brito mora na Zona Sul de Porto Velho, mas todo dia se desloca até a Zona Leste da cidade com o único objetivo: almoçar no Restaurante Popular Prato Cheio.

O motivo para enfrentar a distância é explicado facilmente pelo idoso. “Não sei cozinhar, aqui é barato e eu não pago ônibus porque tenho passe livre. A comida é boa e gostosa, e quem reclamar é doido. Com R$ 1 não se compra mais nem um picolé bom”, declara.

O Restaurante Popular Prato Cheio, localizado à Rua Teotônio Vilela, Bairro Tancredo Neves, foi inaugurado pelo Governo do Estado em 2015, e tem capacidade para servir diariamente, de segunda a sexta-feira, das 11 às 14 horas, o total de 1.500 refeições cobrando apenas R$ 1 por pessoa. Em 2017, foram servidas 353.274 refeições.

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Segundo a nutricionista Taís Gastão, da empresa que administra o restaurante, a Arauna, o dia em que a procura é maior é na sexta-feira, quando o cardápio conta com uma deliciosa feijoada. Já os meses de menor movimento são janeiro, julho e dezembro, período de férias escolares.

Também nutricionista, a coordenadora estadual de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), Clara Soares diz que a escolha do cardápio foi sendo adaptando ao público conforme a aceitação geral.

A última novidade, incluída no cardápio desde o final de 2017, é o coração bovino, que foi mais aceito que o fígado. “Todo cardápio tem um prato base, uma guarnição, um prato proteico, e dois gêneros compondo a salada. Os fixos são os pratos base, que são o arroz e o feijão”, conta a coordenadora.

O atendimento durante este Carnaval não será alterado no restaurante, sendo mantidos os horários e dias normais. Como os dias carnavalescos não são feriados, mas sim pontos facultativos para o os órgãos públicos, na condição de empresa privada a administradora do local não seguirá a folga, respeitando apenas dias de feriados municipais, estaduais e nacionais.

A venda das senhas para almoçar no restaurante começa a partir das 7 horas, e dura enquanto houver disponibilidade, de acordo com o limite de 1.500 refeições diárias. Cada turma, de aproximadamente 200 pessoas por vez, tem 15 minutos para o almoço, para que outras pessoas que aguardam em filas com o horário já estipulado por senha possam entrar e se alimentar.

Para o senhor Francisco Lima Silva, 67 anos, não há do que reclamar do restaurante. “Nem da comida, nem do ambiente ou do atendimento. Venho do Bairro Mariana todos os dias de bicicleta, faça chuva ou faça sol. É boa a comida e o preço é tão barato que talvez não pague nem a lavagem do prato e do copo que a gente usa”.

Morando sozinha em uma residência próximo ao restaurante, dona Maria das Graças, 65 anos, também almoça de segunda a sexta-feira no Prato Cheio, e enfatiza ainda que além de ser uma comida barata a qualidade é muito importante. “A comida daqui é muito sadia, não é gordurosa e nem cheia de sal. Para mim é o ideal”, conclui a aposentada.

Centranet
por Secom Governo
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