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É peculiar do brasileiro a feição por heróis, não se sabe pela eterna preguiça de ler e ter opinião própria ou por pura inocência, preferem sempre se filiar em ideias alheias, assim nascem personagens que dizem o que o povo quer.

As vezes acertam, como foi com Joaquim Barbosa, mas, na maioria das vezes erram feio. Como foi com  Raquel Sherazade, Eduardo Cunha dentre tantos outros.

Atualmente a responsabilidade de ser herói nacional está com o juiz federal Sergio Moro, magistrado responsável pela condução da força tarefa conhecida como Lava Jato.

O curitibano que se formou em 1995 e já no ano seguinte se tornou juiz federal, começou se especializar em crimes de lavagem de capitais em 1998 na renomada universidade de Harvard. Depois de todas suas especializações atuou em vários casos de repercussão: Banestado (condenou 97 pessoas), Operação Farol da Colina (decretou a prisão temporária de 103 pessoas) e foi auxiliar da ministra do STF Rosa Weber  na ação do Mensalão.

Em 2014 foi o indicado da Associação dos Juizes Federais para a vaga do STF, a vaga terminou com Luiz Fachin.

Nessa feita, o Ilustríssimo teve uma árdua e trabalhosa carreira para chegar aonde está, ao contrário do costume brasileiro do eterno jeitinho ou do quem indica o “herói” da hora estudou e trabalhou diuturnamente para conquistar o seu espaço.

Moro e sua força tarefa, juntamente com o Procurador Geral da Republica Rodrigo Janot, tem a oportunidade de fazer história no país da corrupção. Moro em primeira instancia já vem condenando milionários que se perpetuavam nos bastidores do poder por quase duas décadas.

Por sua vez Janot, já abriu inquérito contra Eduardo Cunha, porém, a delação premiada do Senador/detento Delcidio do Amaral, trouxe para o olho do furacão políticos de outros partidos.

Dessa forma, ambos tem a oportunidade de destruir a teoria petista que as investigações são de cunho politico ou, que estes tem como intuito de realizar um golpe no governo democraticamente eleito, investigando, processando e condenando corruptos sem cores partidárias.

Sergio Moro não é herói, vamos deixar esse rótulo para o Batman, Superman e Homem-Aranha , Moro é um exemplo a ser seguido, de quem estudou, se capacitou e exerce sua função com a honestidade e lisura necessária para o cargo que ocupa.

Que este não seja exemplo apenas para os políticos, mas, para todos nós como profissionais e eleitores. Façamos uma auto – reflexão de nosso comportamento e atitudes. Não vale como por exemplo, pedir o fim da corrupção e pedir gasolina pra candidato em outubro tá!

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