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Bebê dado como incinerado pode ser criança encontrada no interior de RO

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Real Turismo

Uma criança localizada em uma cidade próxima a Vilhena (RO) pode ser Nicolas Naitz Silva, o bebê que desapareceu durante uma transferência entre hospitais em 2014 e depois dado como morto pela Polícia Civil (PC-RO) que concluiu em inquérito que ele foi incinerado por engano. O material genético da criança encontrada e da mãe de Nicolas, Marciele Naitz, já foi colhido para o exame de DNA. Ainda não há prazo para o resultado do procedimento.

Segundo o delegado Hélio Teixeira Lopes, uma denúncia ao Ministério Público de Rondônia (MP-RO) e à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) informou a localização da criança. Tanto o menino quanto Marciele foram conduzidos para Porto Velho, capital do estado, para a coleta de material genético.

Se confirmado que a criança denunciada é Nicolas Naitz, muda-se totalmente o rumo das investigações, admite o delegado de polícia Hélio Teixeira Lopes.

Inicialmente, a Polícia concluiu, seis meses após o desaparecimento do corpo de bebê, que o cadáver do recém-nascido havia sido incinerado por engano.

“Se essa criança que nós localizamos for o Nicolas, teremos que identificar o bebê que foi incinerado e a investigação tomará outro rumo”, diz.

A mãe de Nicolas sempre defendeu a ideia de que Nicolas não estava morto. Em julho do ano passado, após prestar depoimento na DEPCA, ela disse ao G1 que contestava o inquérito. “Não acredito nessa história. Eles falam que meu bebê foi incinerado, mas, se foi, me mostrem o DNA dos restos mortais. É um direito meu“, contestou.

Entenda o caso
Os pais de Nicolas moravam em Cujubim, distante 224 quilômetros da capital, quando a mãe entrou em trabalho de parto. A criança nasceu na cidade de Candeias do Jamari, distante cerca de 20 km de Porto Velho. A mãe e o recém-nascido foram encaminhados para a capital devido o estado de saúde do bebê. Marcieli foi internada no Hospital de Base e Nicolas no Hospital Infantil Cosme Damião.

Como havia a necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a criança foi transferida para a Maternidade Regina Pacis, onde supostamente teria falecido. O corpo desapareceu durante a transferência para o necrotério do Hospital de Base. Após seis meses de investigação, a Polícia Civil concluiu que o cadáver do recém-nascido foi incinerado por engano.

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