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18
set
2020

BR-364, alagada pela cheia em RO, é parcialmente liberada após vistoria

Medida vale apenas para trecho a três quilômetros de Jacy-Paraná.
Lâmina d’água sobre a pista no local reduziu de 1,6m para 66 cm.

Trecho alagado da BR-364, sentido Acre registrado na última sexta-feira (4) (Foto: Sérgio Vale/Secom Acre)
Trecho alagado da BR-364, sentido Acre registrado na última sexta-feira (4) (Foto: Sérgio Vale/Secom Acre)

Desde o início da manhã desta quarta-feira (9), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Rondônia e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) fiscalizam o trecho alagado da BR-364, em Jacy-Paraná, distrito de Porto Velho distante cerca de 90 quilômetros. Representantes dos dois órgãos percorreram a região e constataram que a lâmina d’água, que chegou a 1,60 metro acima da pista em março, reduziu consideravelmente e está em 66 centímetros nesta quarta, em um trecho de três quilômetros. A cheia histórica do Rio Madeira bloqueou o único acesso terrestre ao Acre no dia 26 de março.

Com esta fiscalização, no fim da manhã, o Dnit e a PRF decidiram liberar parcialmente a passagem de caminhões truck – veículos mais altos – e guinchos que fazem o transporte de veículos pequenos. A medida vale para quem segue de Porto Velho rumo ao Acre, a três quilômetros de Jacy-Paraná. Apesar disso, a PRF continua orientando que motoristas não sigam para a região alagada, exceto em casos de extrema necessidade, já que os outros pontos bloqueados permanecem com o tráfego suspenso.

Durante toda a tarde as equipes vão permanecer no local para avaliar o comportamento do Rio Madeira.

Entenda o caso

Devido a cheia do Rio Madeira, em Rondônia, que já dura mais de 40 dias, o governo do Acre, para manter o abastecimento do estado, tem feito uma operação para viabilizar a travessia de produtos. Para que os veículos passem pela BR-364 inundada, que está parcialmente fechada, são usadas duas balsas e uma prancha que transporta os caminhões por terra.

Trator e caminhão prancha auxiliam na travessia (Foto: Sérgio Vale/Secom Acre)
Trator e caminhão prancha auxiliam na travessia
(Foto: Sérgio Vale/Secom Acre)

Para garantir a travessia de carretas com alimentos, homens do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil do Acre percorrem os trechos alagados para identificar buracos ao longo da estrada e sinalizar pontos onde a travessia pode ser feita com segurança.

De acordo com Thales Bessa, membro do comitê de consequência da enchente do Rio Madeira, ainda são três pontos complicados na estrada, mas os caminhões têm conseguido rodar de Porto Velho até Rio Branco. “Os caminhões passam pela primeira balsa em Jacy-paraná, depois pela segunda em Palmeiral. Em Mutum-Velho, eles são puxados pelas pranchas, usando tratores”, explica.

Fonte: G1/RO

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