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Cachaça artesanal é lançada durante rodada de negócios em Cacoal, RO

Alambique foi montado na propriedade rural da família Simão. Produto foi apresentado no evento, que ocorreu na última quinta-feira (21).

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A tradição familiar foi o que motivou Luan Simão e o pai, Silvano Simão, a começarem a fabricar cachaça de forma artesanal. O alambique foi montado na propriedade rural da família Simão, localizada na linha 8, em Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho. Luan contou que a cachaça sempre esteve presente na vida deles e era dessa fabricação que o bisavô, João Simão, tirava o sustento da família.

Para homenagear a pessoa que trouxe a bebida à família, Luan e o pai, sócios no negócio, resolveram dar o nome dele na cachaça: João Simão. O produto foi lançado na última quinta-feira (21), durante a 4ª rodada de negócios do município.

Segundo Luan, João Simão foi um dos fundadores de uma pequena cidade chamada Pescador, em Minas Gerais. Lá, ele tirou o sustento dos filhos por meio da fabricação de cachaça e ordenha de leite.

Quando o bisavô João começou a dividir a herança, o avô de Luan e pai de Silvano ficou com a parte do alambique. “Meu pai foi criado dentro do alambique, brincando com bagaços de cana”, contou.

Após venderem o alambique em Minas Gerais, a família veio para Rondônia, mas sempre mantiveram o desejo de voltar a produzir cachaça. “Parece que essa vontade está no sangue. Eu nasci, nunca tive contato com o alambique, mas meu sonho sempre foi ter um alambique junto com meu pai”, disse Luan.

Sonho realizado

Há pelo menos quatro anos, começaram a fabricação da cachaça em um pequeno alambique feito na propriedade rural da família em Cacoal. Mas foi este ano que decidiram investir e acreditar no negócio.

“Fizemos um estudo de marca, rótulo e estamos lançando nosso produto. A aceitação está boa, pois todos gostam de produto de qualidade. Na rodada de negócios, as pessoas poderão comprar e degustar nossa cachaça”, destacou Luan.

Fabricação

O proprietário garante que a cachaça artesanal é bem melhor que a industrializada. Isso porque o processo de destilação é diferenciado. Para comparar esse processo, Luan explicou de forma detalhada.

Ele afirma ainda que a diferença entre uma cachaça artesanal de qualidade para as outras é que a bebida de qualidade não vai intoxicar quem consume, ou seja, ela não provocará a “famosa” ressaca do dia seguinte.

“Colhemos a cana, tiramos o caldo, fermentamos e após a fermentação colocamos no alambique, que nada mais é que uma panela de pressão. Esse vapor quente que vai subindo, será resfriado e voltará novamente ao estado líquido, se transformando em cachaça. No nosso produto usamos só o ‘coração’. Tudo que é tóxico é descartado. Por isso garantimos a qualidade”, pontuou.

O processo de fabricação da cachaça demora, em média, dois dias. Porém, até que fique boa para o consumo, ela precisa ser “envelhecida” por pelo menos seis meses, prazo necessário para que o sabor chegue ao ponto desejado e sem acidez alta.

“O bom da cachaça é que para esse envelhecimento podemos utilizar vários tipos de madeira, como cerejeira, ipê, carvalho, enfim uma gama de madeiras. Durante esse armazenamento, a cachaça também agrega o sabor da madeira, trazendo um diferencial à bebida”, detalhou Luan.

A cachaça João Simão está sendo vendida em duas versões, sendo ouro armazenada em cerejeira e a prata, chamada de clássica, descansada em recipientes de inox. O teor alcoólico está em 42%.

Os preços das cachaças variam de R$7 a R$ 27 e são comercializadas nas versões bolso e 700 ml. Mais informações sobre o produto e onde adquirir pode ser pelo telefone de contato (69) 98400-5864 ou (69) 99966-6251.

por G1/RO
da G1/RO

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