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24
Maio
2020

Chefe da Casa Civil de RO diz que apagões no estado são propositais

O chefe da Casa Civil, Emerson Castro, informou em seu perfil no Facebook que o o Operador Nacional do Sistema (ONS) desliga a energia de Rondônia propositalmente quando a demanda enérgica aumenta no Centro-Sul do país. Na mensagem publicada no último domingo (20), ele diz que a explicação foi passada pelo presidente da Eletrobras no estado. Ao G1, o ONS nega as acusações. Já a Eletrobras ainda não se pronunciou sobre o caso.

Emerson Castro alega que o presidente da Eletrobras, Luis Marcelo, teria dito que a subestação que transmite e distribui energia elétrica para o Rondônia não tem capacidade para converter a totalidade da energia gerada pelas usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau.

Citado no texto do chefe da Casa Civil, o presidente da Eletrobras informou que irá se pronunciar sobre o caso durante entrevista coletiva marcada para esta segunda-feira (21), às 15h.

“O que acontece quando aumenta muito a demanda [de energia] no centro sul [do país]? Cortam aqui pra que não haja desabastecimento lá, pois o impacto é muito superior em número de habitantes que na nossa região”, diz a postagem de Emerson Castro.

Além disso, ele também afirma no texto que o ONS “age sem avisar” e “canaliza a energia de acordo com o monitoramento que fazem em tempo real”.

Nesta segunda-feira (21), o chefe da Casa Civil explicou que o post teve como intuito alertar que os apagões poderiam ser evitados com a reativação de termelétrica Termonorte e a explicação que recebeu informa que as cidades registram picos de consumo. “Da mesma forma que aqui tem hospitais, presídios, etc, grandes cidades como Curitiba e São Paulo também têm. Eles [o ONS] jogam o problema para onde vai ter menos impacto populacional, que no caso é a Região Norte”, disse.

Por e-mail, a assessoria de imprensa do ONS afirma que “não adota na operação do Sistema Interligado Nacional nenhuma política ou prática que possa favorecer cidades ou regiões em detrimento de outras”.

O ONS alega ainda que sistema elétrico é operado com base em Procedimentos de Rede, que são discutidos e aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Nesses procedimentos estão definidas as regras para que se possa manter a integridade do sistema elétrico quando há ocorrências”, diz o comunicado. Sobre o apagão de domingo (20), o operador explica que a ocorrência foi “localizada na área afetada e buscou-se amenizar o seu impacto”.

Termoelétrica
Sobre a reativação da Usina Termoelétricas Termonorte, em Porto Velho, paralisada em agosto de 2015, o ONS diz que solicitou a reativação da usina ao Ministério de Minas e Energia (MME).

O operador informou ainda que o reforço ao atendimento aos estados de Rondônia e do Acre se dará a partir da implantação de um terceiro circuito em 230 kV entre as subestações de Porto Velho, Samuel, Ariquemes, Ji-Paraná, Pimenta Bueno, Vilhena e Jauru. A previsão de entrada em operação é para o final de 2015.

A reportagem também tentou contato com o Ministério de Minas e Energia (MNE) para esclarecer as declarações, mas até a publicação desta matéria não houve resposta.

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