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COLCHÕES QUEIMADOS CONTRA COMIDA DE RICO

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Real Turismo

Dona Dreissa (foto) tem três filhos, um deles com enencefalia e está grávida do quarto bebê. Abandonada pelo marido, ela ficou sozinha. Desesperada, começou a pedir apoio e seu caso acabou numa reportagem da TV Candelária/Record. Recebeu dinheiro (mil reais do advogado Hélio Vieira e outras doações) e várias cestas básicas. Vai tentar sobreviver como der, com a ajuda alheia. Comer e dar o que comer aos seus pequenos, enquanto receber as cestas básicas com o mínimo para sobreviver. A história dela é a de milhões de brasileiros, desempregados, famintos, miseráveis e sem futuro. Queriam ter apenas o mínimo para comer. Como feijão e arroz. Carne, nem pensar! É por casos como o dessa mulher prestes a passar fome, que revolta muito mais os acontecimentos do presídio de Vilhena. Lá, alguns presos ameaçaram um motim porque não queriam mais receber refeições que, para milhões de brasileiros (e inclui-se aí certamente muitas vítimas dos que estão cumprindo pena!) seriam algo parecido com comida de hotel cinco estrelas. Não querem carne, nem molho, estrogonofe, panqueca ou creme de milho. Enoja e é um grande absurdo, esse abuso, esse acinte, produzidos por regalias sem fim a quem cometeu crime, como se nós, aqui fora, fôssemos os culpados pela prisão deles.

O único fato positivo dessa vergonha foi a repercussão nacional. Houve destaque em toda a grande imprensa brasileira, criticando duramente o tratamento dado a presos que exigem comida de primeiro mundo, enquanto milhões de brasileiros passam fome e daria tudo para terem o que eles têm para comer. Outro fator a destacar é que o grupo que colocou fogo nos colchões para o abusivo protesto terá que dormir no chão, até que suas famílias comprem e lhes entregue colchões novos. Pelo menos isso. No restante, só abuso e vergonha.

COMÉRCIO DE DIAMANTES

Ação da polícia na região de Cacoal, Espigão do Oeste e Pimenta Bueno, prendeu uma quadrilha de assaltantes, com armas pesadas e diamantes e, segundo as investigações, preparavam-se para sequestrar e roubar um comerciante que teria, em seu poder, mais de 350 mil reais em diamantes. Ué, mas como? A Reserva Roosevelt não está superprotegida pela Polícia Federal? Como um “comerciante de diamantes” anda com tantas pedras preciosas, se nem os índios, donos da terra, podem usufruir delas? Tudo isso é uma vergonha, isso sim!

FÁTIMA E A HOMOFOBIA

Quase 15 anos depois de apresentado no Congresso, projeto de lei de criminalização da homofobia foi engavetado. Foi uma das leis mais polêmicas dos últimos anos e que teve uma rondoniense, a ex senadora Fátima Cleide, como uma das principais personagens. Até hoje se afirma que ela sofreu fragorosa derrota na tentativa de reeleição por ser defensora dessa lei. E desde lá, nunca mais conseguiu boa votação. Agora, a proposta será definida pela presidente Dilma. Que, aliás, também defende a criminalização.

VÃO VOLTAR

No mesmo dia em que a coluna questionava de novo a invasão de garimpeiros à busca de ouro em área de preservação do rio Madeira, uma nova operação da Polícia Militar prendia 10 pessoas e aplicava multas superiores a 100 mil reais, em dragas e balsas. No domingo, algumas balsas estavam encostadas à margem do rio, na área urbana de Porto Velho, mas a previsão é de que ainda esta semana, o garimpo ilegal volte com tudo. Lá vem mais mercúrio jogado no Madeirão!

CENSURA

Enganam-se os que comemoram que decisão de um juiz de primeira instância, do interior de São Paulo, que obrigava jornalista a informar suas fontes (claramente uma decisão inconstitucional), teria sido derrubada no Supremo. Não foi. O ministro Lewandowski não acatou a medida em definitivo, mas quer que ela seja discutida no STF. Ou seja, nem para o tribunal responsável pela proteção da Constituição, a cláusula pétrea da ampla e irrestrita liberdade de imprensa é tão pétrea assim.

DOIS HOSPITAIS

Num ano que se desenha muito difícil, cheio de percalços e afetando avida de todos negativamente, pelo menos surge alguma luz no fim do túnel na área da saúde, em Rondônia. Dois empreendimentos merecem comemoração. Sábado foi lançada a pedra fundamental do futuro Hospital do Câncer da Amazônia, na BR 364. Uma obra vital para toda a região. E o governador Confúcio Moura reafirmou que o Heuro (Hospital de Urgência e Emergência), em Porto Velho, com mais de 220 leitos, será total prioridade em seu segundo governo. Tomara que ambas se concretizem o mais rápido possível.

WAGNER FALOU

Em sua primeira entrevista, desde que assumiu a Secretaria de Finanças, Wagner Garcia de Freitas foi eminentemente técnico, no geral, mas, claro, não esqueceu o viés político. Disse que o ano será difícil, mas que o orçamento do Estado é realista e será cumprido. Não falou em cortes, mas que os cintos terão que ser apertados. Quando sublinhou que os salários dos funcionários estaduais serão pagos em dia, como em todo o primeiro mandato de Confúcio Moura, mostrou preocupação com uma das questões mais sensíveis: a grana do funcionalismo. Falou pouco, falou bem e tranquilizou a todos…

PERGUNTINHA

Como onde há fumaça há fogo e como a boataria acerca da volta da famigerada CPMF só aumenta, você já está preparado para pagar mais um imposto?

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