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18
nov
2020

COMO O CONTRIBUINTE É TRATADO EM PAÍSES DIFERENTES

PRIMEIRA HISTÓRIA REAL: O sujeito se apresenta para fazer os testes necessários para conseguir sua carteira de habilitação. Chega ao centro de treinamento, senta à frente de um computador e em poucos minutos responde as 25 perguntas teóricas de questões sobre o trânsito que ele, futuro motorista, precisa saber. Pouco depois, é chamado para fazer o teste prático de direção, no mesmo local. Faz ali mesmo todos os exames. Em menos de uma hora, sai com sua carta de motorista provisória. Vai para casa. No máximo em 96 horas, ou seja, quatro dias, pelo correio, recebe em casa sua habilitação definitiva. Não perdeu nem uma hora para fazer tudo o que precisava fazer no mesmo local. Qual a fortuna que o sujeito pagou, por toda essa mordomia, essa facilidade? Muita grana. Cerca de 30 reais.

SEGUNDA HISTÓRIA REAL: O sujeito entra num labirinto burocrático para conseguir sua habilitação. Já enfrentou serviços terceirizados, já pagou taxas sobre taxas, eventualmente, se tiver sorte, perde apenas uns três dias, desde quando começou a tentar adquirir seu documento. Passa de mão em mãos, cumpre um rosário de idas e vindas, por antesalas, salas, apresenta documentos, segundas vias, vai e volta a cartórios e despachantes. Se tiver sorte, em mais ou menos 30 dias, se tudo der certo e se for numa Capital (pode ser seis meses, se no interior), o contribuinte recebe seu documento. No final, pagou mais ou menos 1.300 reais, algo em torno de 45 vezes mais do que o custou para o sortudo do primeiro caso.

EPÍLOGO: O sortudo da História 1 fez sua carteira nos Estados Unidos, perto da sua casa, atendido por gente preparada e interessada em atendê-lo muito bem. O pobre azarado da História 2, conseguiu o documento em algum lugar no Brasil, incluindo Rondônia. Precisa dizer mais alguma coisa?

 

 

BANANA AOS IDIOTAS

Aos idiotas que vivem falando e escrevendo besteiras (muitos deles em salas geladas pelo ar condicionado à beira mar), é sempre bom lembrar a importância do agronegócio para o país e, especialmente, para Rondônia. Enquanto corremos o risco de ter crescimento muito perto do zero em nível nacional, neste ano, a produção agrícola e de gado, com seus derivados, tende a manter um crescimento na economia rondoniense na faixa de 5 por cento. Os abestados ideológicos, que param de defender que a floresta volta a ser como era há séculos, merecem mesmo uma banana. Não a plantada por aqui, mas aquela que a gente faz com os dedos…

 

 

SANGUE NA ALDEIA

Está cada vez mais próximo. E não por falta de aviso. Os mais de 500 garimpeiros que invadiram  a Reserva Roosevelt (mesmo com as barreiras da Polícia Federal e com controles que existem apenas na ficção), estão prestes a ter novo confronto com os índios Cinta Larga. No último, em 2004, 29 garimpeiros foram trucidados, num episódio que envergonha Rondônia, já que nenhum dos assassinos foi até hoje, 11 anos depois, sequer denunciados à Justiça. Agora, a situação é semelhante a do passado. O Ministério Público Federal exige solução, mas ninguém dá bola. Pode jorrar sangue de novo.

 

GUERRA À VISTA

 

O risco também é maior para os próprios índios. Em 2004, eles tocaiaram e conseguiram pegar os garimpeiros desprevenidos. Agora, pelo que se ouve, os grupos mantém constantes vigilância, prontos para revidar qualquer ataque. Como o Ministério Público e a Justiça ignoraram as 20 mortes de 2004, vamos ver se morrer algum índio se o procedimento será o mesmo. Mas dá para evitar nova chacina. É só as autoridades tomarem as medidas que a lei manda. Afora isso, vai haver guerra na Roosevelt.

 

GENTE OU BESTA?

As bestas irracionais invadiram uma casa em São Paulo, para assaltar. Obrigaram os moradores a deitar e os mantiveram sob a mira de armas, enquanto procuravam dinheiro. Perguntaram a um ancião de 85 anos onde estava a grana. Surdo, ele não conseguiu entender a pergunta. Um dos anormais, armado, atirou e matou o velhinho, a sangue frio. Ele e seus comparsas foram embora sem levar nada. O que merece um desgraçado desses? Num país onde há separação entre bandidos e pessoas de bem, esse animal será morto ou pegaria prisão perpétua. Por aqui, será cuidado pelos “direitoszumanos”. Trágico!

 

ABUTRES

Aviso aos criminosos, aos quadrilheiros que se unem para afanar o dinheiro público; aos que querem enriquecer ilicitamente.;ao crime organizado: o novo procurador geral do Ministério Público de Rondônia já avisou que combater esta gentalha será prioridade. Airton Pedro Marin Filho substitui no cargo a Héverton Aguiar, que se transformou num nome nacional exatamente por seguir essa cartilha. Marin não vai dar moleza aos malandros. Em seu discurso de posse, ele os chamou de “verdadeiros abutres que se nutrem na vida dos miseráveis, da saúde, dos enfermos empobrecidos pela má qualidade de vida, e que subtraem dos mais simples o sonho por uma sociedade justa e solidária”.  Vá em frente, dr. Marin!

PERGUNTINHA

Depois das cenas animalescos no estádio do Boca Juniors, na Argentina, a Copa Libertadores da América será de futebol ou ganhará o time de torcida mais violenta?

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