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Detento é morto por companheiro de cela em presídio de Ariquemes, RO

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Um preso de 38 anos foi morto na noite de terça-feira (24), na Casa de Detenção de Ariquemes (RO), na região do Vale do Jamari. Segundo a polícia, o principal suspeito do crime é o companheiro de cela da vítima. O agressor teria usado uma camiseta para enfocar o detento, e ainda o agrediu causando lesões no rosto.

De acordo com o diretor da unidade prisional, Heber Carvalho dos Santos, agressor e vítima possuem distúrbios mentais e estavam numa ala separada dos demais presos. O diretor conta que após matar o companheiro de cela, o homem chamou um agente penitenciário para informar o ocorrido e o corpo da vítima foi encontrado já sem vida.

O companheiro de cela não informou os motivos que o levou a praticar o homicídio. “Ele disse que enforcou o preso com uma camiseta, e depois que o homem desmaiou, o golpeou com chutes no rosto”, disse o diretor. Ele destacou ainda que os fatos foram informados as autoridades competentes, assim como os familiares da vítima.

A perícia técnica foi acionada e deve emitir um laudo sobre o cocorrido. O corpo do homem foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Ariquemes, de onde será liberado para os familiares.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil do município que deve abrir inquérito para apurar o crime. O detento suspeito de matar o companheiro de cela aguarda o andamento do processo na mesma cela onde aconteceu os fatos, e caso fique constatado na Justiça a autoria do crime, ele deve responder pelo homicídio.

Os presos
Segundo o diretor da Casa de Detenção do município, a vítima era um homem de 38 anos que estava preso na unidade desde março deste ano, suspeito de matar a facadas o irmão no município de Cujubim (RO). Ele apresentava distúrbios mentais, e estava numa ala separada da unidade, onde ficam duas celas com dois presos cada. Assim como os demais, o detento passou por avaliação de psiquiatra, mas ainda não havia sido diagnosticado.

Já o agressor é um homem preso por assalto a mão armada. Ele estava recluso na unidade há cerca de dois anos, e também apresentava distúrbios mentais, mas assim como a vítima não havia sido diagnosticado com insanidade mental.

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