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23
Maio
2020

Em Espigão do Oeste, desinfetar locais públicos, foi apenas para “inglês ver”

Um semana atrás, através de um live nas redes sociais, após ser cobrado publicamente por este veículo de comunicação, o Prefeito divulgou imagens de um caminhão pipa jogando o que se dizia ser um produto para desinfetar os locais de grande aglomeração. Hoje (19/05), sabe-se que foi apenas para “inglês ver”.

OPINIÃO: Um semana atrás, através de um live nas redes sociais, após ser cobrado publicamente por este veículo de comunicação, o Prefeito divulgou imagens de um caminhão pipa jogando o que se dizia ser um produto para desinfetar os locais de grande aglomeração. Hoje (19/05), sabe-se que foi apenas “para inglês ver”.

 

O país passa por uma pandemia que teve início em fevereiro, em março o Estado de Rondônia passou a adotar medidas no sentido de preparar desde a rede básica de saúde até o sistema de alta complexidade para receber os pacientes que fossem infectados pelo vírus e que viessem a ter complicações. Ainda assim, até aqui o Poder Público em Espigão do Oeste não foi capaz de comprar, ou comprou e não consegue utilizar os produtos para desinfetar os locais de aglomeração da cidade.

 

Em diversas cidades medidas já foram tomadas neste sentido, e não existe dificuldade maior além de possuir o mínimo de competência para fazer as compras e ordenar e coordenador a utilização dos produtos, é algo básico para qualquer gestor público. E aqui talvez seja o ponto principal de Espigão do Oeste, o gestor assim como em outras oportunidades tem se mostrado moroso em suas ações, copiando sempre, e nem todas as vezes acertando, municípios vizinhos, não conseguiu inovar e agora não consegue sequer copiar.

 

Dar-se a entender que no protocolo da Secretaria de Saúde de Espigão do Oeste, desinfetar uma vez por semana é suficiente. Acredita será que o vírus ficará uma semana sem conseguir se proliferar?

Perguntas que só os responsáveis pelo município podem responder.

 

Mais fácil sempre será para o poder público terceirizar com a própria população a responsabilidade de fazer aquilo que é de sua competência enquanto autoridade pública. Sim, a sociedade tem o dever de fazer o mínimo necessário quanto as medidas pessoais e cuidados para o enfrentamento ao COVID-19, mas o gestor não pode falhar em suas obrigações básicas.

 

Talvez em algum momento da história recente, este que escreve tenha dormido e perdeu a parte que mudou-se a ideia de ficar em casa para achatar a curva e não colapsar o SUS, e passou-se a adotar o ficar em casa e esperar a cura chegar, importante lembrar este ponto, para dizer que não se pode perder o foco da ideia inicial, passados 60 dias desde o início da quarentena, sem licitação e com os cofres abertos, o que de mínimo esperado para uma cidade como Espigão do Oeste, era que o Prefeito e Secretários já tivessem com tudo funcionando para combater de forma eficiente o coronavírus.

Infelizmente não parece ser o caso, são infinitas reuniões para dizer o de sempre, FIQUE EM CASA, da-se a entender que eles estão perdidos, aí não só o prefeito, mas todos os que governam a nação. Ninguém parece saber absolutamente nada quanto ao COVID-19, inclusive quem encerra por aqui este texto.

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