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Empresas investiram mais em treinamentos em 2016, diz estudo

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Demissões, corte de custos, cancelamento de projetos, enxugamento de operações. É este o cenário em boa parte das empresas brasileiras frente à aguda crise econômica enfrentada pelo país. Mas como elas estão enxergando quem fica e precisa trabalhar, muitas vezes, em dobro? Estudo realizado pela ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento), com coordenação e análise da Integração Escola de Negócios, aponta que o investimento em treinamento e desenvolvimento (T&D) cresceu de 2015 para 2016.

No ano de 2016, o volume de horas de treinamento por colaborador no Brasil foi 33% superior ao registrado no ano anterior, passando de 16,6 horas para 22 horas, em média. O valor investido por funcionário é de R$ 624 por funcionário – crescimento de 24% em relação ao ano passado. “As empresas estão focadas em otimizar suas operações, e com isso cortando eventuais excedentes e investindo na capacidade e desempenho de suas equipes”, diz o estudo intitulado “Panorama do Treinamento no Brasil 2016”.

O estudo aponta que as empresas estão preocupadas em qualificar suas equipes com objetivo de ter um time mais competitivo para quando a situação externa melhorar.  Ainda assim, a média brasileira de investimentos no desenvolvimento dos profissionais se mantém abaixo da média norte-americana, que é de U$ 1.229 por colaborador.

Foram ouvidas 502 empresas, nacionais e multinacionais, de cinco setores (administração pública direta, comércio, indústria, organização sem fins lucrativos e serviços). O número médio de colaboradores entre elas é de 2707 funcionários.

Segundo o estudo, as empresas multinacionais realizaram neste ano carga de treinamento 38% superior às nacionais. Na análise por setor, as indústrias e as administrações públicas investem, respectivamente 25% e 80% menos por colaborador que a média nacional.

Treinamento para quem e para quê?

Cerca de 40% das ações de treinamentos realizadas são direcionadas para os líderes: 14% alta liderança, 26% gerência e supervisão. Considerando os outros 60%, grupo que agrega cargos de não líderes, o treinamento técnico é prioridade.

No geral, “melhoria no clima organizacional” é o indicador de T&D mais utilizado para as ações. “As empresas estão preocupadas em qualificar suas equipes em momentos desafiadores do mercado e ter um time mais competitivo para quando o cenário externo melhorar”, diz Fernando Cardoso, sócio-diretor da Integração Escola de Negócios por meio de nota.

Segundo o estudo, 47% do orçamento para treinamento das empresas é investido em terceiros e 15% das ações são realizadas à distância (e-learning). Um dado interessante é o indicador que mede o absenteísmo nos programas formais. O estudo aponta que ele tem caído, ou seja as pessoas têm comparecido mais aos treinamentos propostos. Em 2016, o índice de absenteísmo foi de 12%, apresentando uma melhora de nove pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Fonte: Época Negócios

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