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Expedição universitária visita florestas plantadas e restauração de nascentes na vitrine do Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná

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Real Turismo

Composta por acadêmicos de oito universidades, a Expedição Florestal Brasil Norte-Sul fez visitação programada, no domingo (21), na vitrine do Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná. A expedição já passou pela Argentina, segue a Rio Branco e Xapuri, no Acre, e encerra no final de julho em Cusco, no Peru. Na aula prática, os estudantes aprenderam mais sobre floresta plantada e recuperação de nascentes.

Capitaneada pelo professor Renato Robert, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a expedição florestal tem como objetivo o intercâmbio de conhecimentos. “É uma oportunidade deles (os estudantes) conhecerem a realidade sobre florestas em diferentes pontos do país e do exterior”, destaca Robert, enfatizando “que o sistema florestal com fins comerciais é importante, sustentável e lucrativo”.

Cursando o 10º período, o acadêmico Rafael Grazeke, da UFPR, avaliou a visita como positiva. “A parada em Ji-Paraná já me foi conclusiva sobre o setor florestal brasileiro”, disse Grazeke, que defende mais incentivos governamentais para aplicação em áreas degradadas para recuperação e nascentes. “O produtor rural também precisa se conscientizar mais, pois sem água na propriedade a produtividade cai. A floresta depende da água”, opina o paranaense.

Na vitrine tecnológica, os estudantes tiveram acesso ao conhecimento sobre várias espécies florestais nativas e exóticas com fins comerciais, bem como a recuperação de nascente a partir de uma área antes degradada, restaurada pelo consultor florestal Adilson Pepino, do Projeto Beija-Flor. “A floresta plantada é a lavoura do futuro”, sintetizou o consultor, que em seguida explicou aos acadêmicos “os mecanismos utilizados para reconhecer em área degradada o local exato do lençol freático para recuperar o olho d’água”.

Na primeira participação em expedição, a recém-formada Rayssa Martins considera a viagem como gratificante em termos de aprendizado. A recuperação de nascente no Centro Tecnológico chamou a atenção dela. “A conservação da água é que vai gerar empregos e manter os nichos agroflorestais”, disse a ex-estudante da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais.

Renato Robert conduz a expedição há dez anos. No segundo ano, em 2010, Rondônia foi inserida no mapa e as visitações dos estudantes ocorreram na Flona Jamari, portos no rio Madeira e Santo Antônio Energia, consórcio hidrelétrico em Porto Velho. Na primeira parada da expedição em Ji-Paraná, o professor reforça que a floresta plantada coloca o Brasil no radar da competitividade internacional.

“O país precisa de mais iniciativas como essa”, disse o professor, referindo ao exemplo da vitrine tecnológica. A Expedição juntou acadêmicos das seguintes universidades: Federal do Paraná (UFPR), Federal de Lavras (UFLA), Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Federal de Brasília (UnB) e Federal do Sul da Bahia (UFSB).

E mais, das universidades: Estadual de São Paulo (Unesp), Estadual do Centro Oeste do Paraná (Unicentro) e a Estadual de Santa Catarina (UDESC). “A troca de experiência é muito positiva devido à variedade de espécies florestais”, disse a professora Andreza Mendonça, do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), ao recepcionar os acadêmicos em Ji-Paraná.

O Centro Tecnológico Vandeci Rack abriga anualmente a maior feira do agronegócio do Norte brasileiro, a Rondônia Rural Show Internacional. Em 2019, o evento chegou à oitava edição movimentando R$ 703 milhões em negócios. Durante quatro dias, em maio, a visitação à feira registrou a presença de 120 mil pessoas.

por Secom
da Secom

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