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17
jan
2021

Greve da Suframa gera reclamações e comerciantes de RO temem prejuízos

Classe protesta contra o veto do governo para Medida Provisória 660.
Facer obteve decisão favorável em mandado de segurança.

Comerciantes de Vilhena (RO), região do Cone Sul, reclamam que mercadorias têm ficado retidas no posto da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), em virtude da greve da categoria. A classe protesta há mais de 40 dias contra o veto do Governo Federal para a Medida Provisória 660, que reavaliaria o plano de cargos e carreiras dos servidores.

O gerente de uma farmácia, Edemilson Baltazar, conta que inaladores, umidificadores de ar e alguns tipos de medicamentos têm começado a faltar, pois ficam parados na Suframa. Já o gerente comercial de uma rede de supermercados da cidade, Sandro Signor, explica que mercadorias perecíveis estão sendo liberadas, mas que outros produtos ficam retidos.

Para tentar minimizar o problema, o gerente buscou alternativas. “Estamos comprando em atacados dentro do estado, o que reflete na compra do consumidor. Alguns produtos acabam sendo mais caro dentro do estado e o valor chega ao preço final da mercadoria”, salienta Signor.

De acordo coma a Associação Comercial e Empresarial de Vilhena (Aciv), os empresários têm sofrido prejuízos com o atraso na entrega de mercadorias, mas não foi realizado uma estimativa no valor das perdas. No fim do mês passado, a associação se reuniu com os grevistas e pediu prioridades em alguns atendimentos para que não houvesse riscos de desabastecimento na cidade.

Nesta semana, a Aciv anunciou que a Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia (Facer) obteve decisão favorável em mandado de segurança, que determina o desembaraço aduaneiro de mercadorias pertencentes às empresas associadas à Facer e à Aciv. “Acreditamos que esta decisão é uma conquista para os empresários, que refletem em toda a sociedade”, comenta o vice-presidente associação, Gelson Schmitt.

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Outro lado
O agente administrativo da Suframa em Vilhena, José Maria de Carvalho, explica que cerca de 60 motoristas passam diariamente no posto. A pedido da Aciv, a categoria aumentou o atendimento de 30% para 50%.  Segundo Carvalho, medicamentos, produtos perecíveis e produtos hospitalares tem prioridade e são liberados.

Quanto às outras mercadorias, o agente admite que haja atraso, mas que esse não passa de três dias. Em Vilhena, a Suframa conta com 19 servidores. “Estamos tentando ajudar, mas queremos também ser ouvidos. Não acredito que os comerciantes estejam sendo prejudicados, pois o que é perecível a gente não segura, produtos hospitalares também não. É que tem dois lados, a nossa reivindicação e o lado dos empresários”, ressalta.

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A greve
A categoria anunciou a greve como protesto ao veto da presidente Dilma Rousseff em relação à Medida Provisória 660, que determina a reestruturação do plano de cargos e carreiras. A mobilização acontece nas 14 unidades da Suframa, em cinco estados – Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. A paralisação conta com aproximadamente 95% de adesão e já dura mais de 40 dias.

Na quarta-feira (8), a votação ao veto da Medida Provisória 660 foi adiada no Congresso Nacional, em Brasília. De acordo com a Câmara dos Deputados, a sessão para analisar dez vetos presidenciais a projetos de lei foi cancelada por falta de quórum. A votação havia sido antecipada do dia 14 de julho para esta quarta. No dia 1º, a sessão também foi cancelada por falta de quórum.

Fonte: G1 RO

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