Compartilhe
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
27
set
2021

Jogos mentais: o poder da concentração

Num mundo cada vez mais conectado, a quantidade de informações disponíveis vem crescendo exponencialmente. Por um lado, isso é uma grande vantagem, na medida em que permite acesso rápido e fácil a respostas para virtualmente qualquer problema.

Por outro lado, pesquisas têm demonstrado que a informação abundante em smartphones tem causado uma significativa queda na capacidade de concentração das pessoas, principalmente dos mais novos, nascidos e criados em um mundo digital.

Porém, a caixa de Pandora está aberta. O verbo ‘googlar’ já está incorporado aos dicionários, e a era da informação é um caminho sem volta. Só resta tentar aprender a se concentrar em meio a um mundo repleto de distrações. Nessa guerra, há aliados que podem ajudar a vencer algumas batalhas: os jogos mentais.

Jogos que requerem esforço do cérebro são naturalmente benéficos, pois obrigam a mente a criar novos caminhos na rede neural. Quanto mais desafiadores, maior o ‘exercício’ da massa cinzenta, que resulta em mais ‘músculos’ – a capacidade de concentração. Se você quer frequentar a ‘academia’ da mente, conte com os seguintes ‘aparelhos’.

Xadrez

O exemplo clássico de jogo mental, o xadrez exige concentração para enxergar as diversas possibilidades de movimentos, seus e de seu adversário, e uma análise das consequências de cada escolha. Mistura estratégia, criatividade, atenção e visualização espacial, todos excelentes alimentos para um cérebro faminto por estímulos saudáveis. De quebra, enfrentar um adversário desafiador é uma ótima oportunidade para o fortalecimento de caráter, o que resulta em belas histórias.

Poker

Se no xadrez a concentração é fundamental, no poker não é diferente. Manter-se focado é requisito primordial para o sucesso em uma partida, e há especialistas no assunto que, inclusive, compartilham valiosos ensinamentos. Um bom jogador precisa entender não só quão boa é sua mão, mas também quanto podem ser as dos demais jogadores. Entendendo suas chances, ele também vai entender a velha canção de Kenny Rogers “você tem que saber quando segurar, quando esconder, quando desistir e quando sair correndo”.

Sudoku

quebra-cabeça numérico com nome japonês (mas nacionalidade suíço-americana) virou mania no mundo todo em um curto espaço de tempo. Talvez o motivo seja o enorme desafio de concentração que ele apresenta a cada jogo. Não basta raciocinar, é preciso enxergar a oportunidade. Quem nunca se sentiu idiota ao não perceber uma saída óbvia para um jogo que parecia empacado?

Cubo mágico

O clássico brinquedo dos anos 80 nunca perdeu seu charme, tampouco sua capacidade de estimular. Desde que foi inventado pelo húngaro Erno Rubík, em 1974, vem desafiando gerações. Seus principais benefícios são o estímulo à percepção espacial e aplicação de soluções combinadas.

Truco

O famoso jogo de cartas, sucesso das pescarias às universidades, vai muito além da sorte. Aliás, sorte é o menor dos fatores. Usando a cabeça, é possível ganhar mesmo com a pior das mãos. Ou ganhar mais, com uma mão favorável. Tudo depende de conseguir fazer seus adversários pensarem que suas cartas são ruins, quando são boas, e vice-versa. E conseguir isso em sincronia com seu parceiro, que também tem que exercitar o cérebro.

Quebra-cabeças

Os clássicos quebra-cabeças impressos em cartão também entram na lista de estimulantes da concentração. Logicamente, é preciso atenção para achar a peça certa – seja pelo formato, pela cor ou por uma combinação de ambos. Indo além, contudo, há alguma estratégia envolvida, que pode facilitar ou dificultar a montagem. Há quem queira separar as bordas para começar, e há quem queira exatamente o oposto, para ser mais desafiador. Da mesma forma, há quem prefira selecionar as peças por tipo ou tom, e há quem goste da vida louca, e goste de procurar uma a uma, sem separação, mesmo em modelos de 8000 peças. Seu cérebro, suas regras.

Videogames

Se não pode vencê-los… una-se a eles. Videogames são frequentemente acusados como parte do problema da falta de concentração, mas a verdade é que alguns títulos podem ser benéficos, ao final das contas. Há vários jogos de raciocínio, que propõem desafios lógicos e que tem potencial viciante, no melhor sentido. Games mais brutos, como de tiro ou luta, podem trazer ganhos em áreas como reflexos e coordenação e talvez algo de concentração momentânea para vencer o chefão. Mas dura apenas o tempo (efêmero) da fase. Então, se é para lutar com as armas do inimigo, melhor escolher as mais úteis. Ou ficar com o bom e velho bodoque estimulador não só da concentração, mas também da imaginação: um livro.

Notícias Relacionadas