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Médico suspeito de cobrar por exame é afastado do Hospital Regional em Vilhena, RO

Profissional foi preso na última sexta-feira (7), após denúncia de familiar de paciente. Sindicância será instaurada para apurar conduta do profissional, segundo direção.

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Um médico cardiologista, de 44 anos, foi afastado do Hospital Regional (HR), em Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho. A direção da unidade confirmou a informação nesta segunda-feira (10). Ele foi preso na última sexta-feira (7), suspeito de cobrar por um ecocardiograma, dentro da unidade de saúde.

Conforme a direção do HR, o familiar de um paciente denunciou que o médico havia cobrado R$ 380 por um ecocardiograma. O valor deveria ser pago na clínica particular do cardiologista. Após o pagamento, o médico realizou o exame no paciente dentro do hospital, com um aparelho portátil, levado por ele.

Após receber a denúncia, a direção do HR acionou a Polícia Militar (PM). O médico foi preso e levado para a Delegacia de Polícia Civil, onde foi ouvido e liberado. A Polícia Civil informou que um inquérito será instaurado para apurar o caso.

Segundo a direção do HR, o médico infringiu o Código de Ética Médica por cobrar pelo exame, direcionar o paciente a realizar o exame na clínica dele e também por fazer o exame particular, enquanto estava trabalhando.

“O médico em serviço não pode executar um trabalho particular dentro da unidade hospitalar. Ele solicitou o exame e ele mesmo executou, enquanto estava de plantão”, explicou o diretor do HR, Faiçal Akkari.

De acordo com Faiçal, uma sindicância deve ser instaurada nesta segunda-feira (10) para apurar a conduta do profissional. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero) informou que também abriu uma sindicância para investigar a situação.

G1 entrou em contato com o médico, mas ele não quis se pronunciar sobre o assunto.

Atualmente, o HR não oferece o exame ecocardiograma na unidade. Os pacientes são encaminhados para outras cidades para realizar o procedimento.

De acordo com a direção, uma máquina foi adquirida em fevereiro deste ano, porém, ainda não foi montada em virtude da reforma do hospital, que deve acontecer nos próximos meses. A previsão é que o aparelho comece a funcionar em 60 dias.

por G1/RO
da G1/RO

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