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18
jan
2021

MENOS DE UM ANO ANTES, NÃO HÁ DEFINIÇÃO SOBRE A DISPUTA AO GOVERNO

Opinião de Primeira por Sérgio Pires: Não está nada claro o quadro para a sucessão estadual de 2014. Nem o nome teoricamente mais certo na disputa, o do governador Confúcio Moura, está definido. Nesta sexta, numa reunião fechada no Palácio Presidente Vargas, com Confúcio, Valdir Raupp e a cúpula do PMDB, ele foi pressionado a se decidir se vai ou não à reeleição. Saiu pela tangente. Disse que ainda está pensando. Que há muitos fatores positivos a impulsioná-lo a uma nova candidatura, mas que depende ainda de superar a enorme pressão que vem recebendo da própria família para que não concorra novamente. Confúcio deixou no ar a possibilidade de entrar na reeleição, mas não o fez com convicção. O Plano B peemedebista, o empresário Mário Português, que tem a simpatia do comando partidário, do diretório e de grande número de lideranças do PMDB, está fardado e pronto. Se Confúcio não entrar, entra ele, Mário. O segundo nome é o do ex-senador Expedito Júnior, do PSDB, que aparece em todas as pesquisas, até dos seus adversários, com chances reais de vitória. Mas Expedito poderá ou não concorrer? Ele e seus aliados dizem que sim. Seus adversários dizem que não. O caso ainda vai dar muito pano pra manga, até que haja uma decisão final. Seja qual for, o caso continuará andando nos tribunais, mesmo depois da eleição de 2014.

Outros nomes têm sido citados constantemente. O presidente da Assembleia, deputado Hermínio Coelho, está reunindo forças para sua possível candidatura. Quer se posicionar como único oposicionista (de verdade, segundo ele) ao governo Confúcio Moura e neste mote vai conduzir sua campanha.Hermínio terá que superar dificuldades, inclusive dentro do seu partido, para ser candidato. Esses três, mais o Português e um quinto pré-candidato são, até agora, os pretendentes com mais chances em 2014.  

NEODI NO PÁREO

Um terceiro nome, neste contexto, tem igualmente chances reais. Ninguém menos que o deputado Neodi Oliveira, um parlamentar que tem o que mostrar em termos de realizações aos rondonienses, Neodi teria o apoio de até dez partidos, reunidos pelo ex-governador e atual senador Ivo Cassol? Ainda não se sabe. Neodi  anda otimista com o que está ouvindo nas visitas que faz em várias regiões do Estado, mas ainda não decidiu nada. Logicamente, outros nomes ainda virão. Mas nesse momento, a situação real é essa.

SOBREVIVENDO

Se tivesse lutado por seus eleitores e pelo país com a mesma força e vitalidade com que tenta manter seu mandato, o deputado Natan Donadon seria, sem dúvida, um dos destaques do Congresso. Preso, condenado a mais de 13 anos, ele conseguiu, até agora, manter o mandato, mesmo na cadeia. Teve mais uma vitória nesta semana: um recurso de seus advogados junto à Câmara, empurrou para o ano que vem a decisão sobre se ele será ou não cassado. Pelo menos até março de 2014, ele continua parlamentar.


TEM UM “MAS”…

Há um grande esforço de lideranças políticas e empresariais para futuros acordos comerciais com a Bolívia, principalmente com a região de Beni, fronteira com Guajará Mirim. O deputado estadual  Lebrão é um dos incentivadores dos processos, que incluiriam até uma nova rota de ônibus, pela empresa Eucatur, que encurtaria em quase mil quilômetros uma viagem a São Paulo. As conversas estão andando. Outros empresários locais, inclusive do setor hoteleiro, estão pensando em investir na Bolívia. Mas…

PERIGO CHAMADO EVO

Há um problema sério, que poderá fazer com que os investidores desistam de seus projetos. Embora tenham a palavra do governador do Estado de Beni, fronteira com Rondônia, muitos empresários estão com um pé atrás em relação a decisões do presidente Evo Morales. O governador de Beni garantiu aos rondonienses que Evo jamais tomaria, no seu Estado, medidas absurdas e malucas como as que tomou, expropriando empresas estrangeiras. Mas que todos estão com um pé atrás, estão. O presidente boliviano não merece a confiança dos seus vizinhos. Só dos seus amigos do governo brasileiro.

PERDA E DESMENTIDO

Dona Ivone Cassol está de luto. Perdeu sua mãe, dona Norma Mezzomo e passou vários dias ao lado dela, até que ela faleceu. Em nota distribuída à imprensa nesta semana, a ex-primeira dama mostrou toda a sua tristeza pela perda e aproveitou para desmentir qualquer possibilidade de envolver-se na política. “Não pretendo disputar qualquer cargo eletivo nas próximas eleições. Não sou e nem serei candidata a nada, mas estarei sempre ao lado de meu marido, o senador Ivo Cassol, em todos os momentos, bons e ruins, cuidando de nossa família, filhos e netos, e de nossas vidas como sempre fiz”.

FORÇA NACIONAL

Há alguns dias, a coluna anteviu ações da segurança pública contra a violência que toma conta de Ariquemes e do Vale do Jamary. As primeiras medidas concretas já estão em curso, com operações especiais de combate ao crime. Agora, o governo anuncia a chegada de 45 policiais da Força Nacional de Segurança, para apoiar a estrutura de segurança contra a bandidagem. O secretário Marcelo Bessa comanda as ações, cobradas pelas comunidades e até pelo governador Confúcio Moura.

PERGUNTINHA

Quantas operações policiais ainda serão realizadas antes que 2014 chegue, para desarticular esquemas de achaque ao dinheiro público em Rondônia?

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