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19
nov
2020

Ministro Mangabeira Unger apresenta propostas para Rondônia se destacar no cenário nacional

A produção de alternativas para a área educacional, que vão além do mero cumprimento das regras emanadas pelo poder central, que são defendidas pelo governador Confucio Moura, foram ratificadas, nesta sexta-feira (14), pelo ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger. Segundo ele, a ‘rebeldia’ encontrará parceiros. “O projeto Pátria Educadora também envolve debates com a sociedade”, explicou.

Mangabeira Unger cumpriu diversos compromissos em Porto Velho, que incluíram participação na Agenda Integrada de Resultado (Agir) – reunião de secretários com o governador para o acompanhamento dos projetos estratégicos do estado. Ele ouviu explanações sobre o potencial produtivo de Rondônia, fez poucas ponderações e concedeu entrevista coletiva.

O ministro explicou que tem vínculo ‘especialíssimo’ com Rondônia, onde trabalhou dois anos como voluntário. “Minha missão era ajudar a definir iniciativas que sinalizassem um caminho para o país”, explicou. Como está no governo federal, ele considera que esta segunda missão é ajudar o governo central a construir uma nova estratégia de desenvolvimento. “Sei que Rondônia pode desempenhar um papel de vanguarda nesta construção. Vim para retomar discussões e recrutar Rondônia para esta tarefa nacional”, afirmou.

São quatro as agendas que Mangabeira Unger considera fundamentais para que Rondônia alcance lugar de destaque nacional no desenvolvimento. Um deles é o que definiu como Rondônia sem Florestas, que é a região do cerrado. Este projeto começa com a recuperação de áreas degradadas, intensificação da pecuária, combinada rodízio de lavouras de alto valor agregado.

Segunda agenda é Rondônia da Floresta, que precisa ser trabalhada para o futuro. Envolve a mobilização da ciência e tecnologia não só da Amazônia, mas do mundo todo, para construir um elo entre o que não é viável, o extrativismo artesanal, e que não existe, que é o desenvolvimento sustentável da floresta com base em alta tecnologia.

A terceira agenda é a da Gestão Pública, em que, segundo ele, o governador está bastante engajado. Neste caso, o estado atua para se tornar capaz de assegurar profissionalismo nas carreiras do estado, eficiência na administração e experimentalismo para prover o serviço público.

A última agenda é uma proposta revolucionária na educação. Nela, as competências analíticas e a capacidade de pensar são postas no lugar da ‘decoreba’ – a mera decoração de conteúdo – e enciclopedismo raso.  Segundo o ministro, Rondônia já está andando na frente, com resultados que são visíveis na educação do país.

Embora considere que são muitas as mudanças proposta, Unger afirmou que elas são precedidas de duas tarefas que não custam nenhum centavo, que são obras da imaginação. “A primeira é o desenho constitucional da cooperação federativa. Temos isto na saúde, com o Sistema Único de Saúde (SUS), mas não temos na educação. Mas a presidente já estuda uma proposta assim”, afirmou.

O ministro também participou de reunião com os secretários de estado, oportunidade em que reiterou suas propostas para Rondônia, enalteceu o consórcio de estados Brasil Central e indicou falhas pontuais que precisam se corrigidas pelos gestores estaduais.

GOVERNADOR

Confúcio Moura disse que é discípulo do ministro Mangabeira Unger. “Ele ama o Brasil, ama Rondônia e o Brasil Central”. O governador referiu-se ao grupo formado pelos estados de Rondônia, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e parte da Bahia como o epicentro do desenvolvimento do país, em razão do foco na produção de alimentos.

“Somos exportadores de comida. Devemos fazer todos os esforços para incorporar tecnologia e ciência para produzir mais”, acentuou o governador.


Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Bruno Corsino
Decom – Governo de Rondônia

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