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28
Maio
2020

Motoristas se arriscam ao passarem por ponte interditada na BR-364, em RO

Motivo de ultrapassagem é para tentar diminuir trecho entre Cacoal e o Cone Sul. Serviço de escoramento na estrutura da ponte deve ser feito para liberar um dos lados.

Para tentar diminuir o trecho entre Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, e o Cone Sul do estado, motociclistas se arriscam atravessando a ponte localizada no distrito Riozinho, interditada desde o dia 14 de novembro por problemas na estrutura.

Apesar da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ter instalado barras de ferro nas extremidades da ponte para impedir a travessia, fixado placas e divulgado rotas alternativas, ainda assim os condutores encontraram uma solução para furar o bloqueio.

Eles improvisaram rampas no meio da mata ao lado do rio. O caminho, apesar de perigoso, evita que eles tenham que utilizar rotas alternativas, o que acaba aumentando o trecho entre uma cidade e outra.

Um dos motociclistas que utiliza o caminho improvisado afirmou que tem medo que a ponte caia enquanto ele está atravessando. Mas mesmo assim, prefere arriscar, pois o caminho é bem menor.

“Dá um pouco de medo sim que a ponte ceda, mas moro em Cacoal e levo minha namorada na casa dela, que fica bem próximo da ponte no outro lado. Então não compensa utilizar as rotas. Para não correr risco eu atravesso empurrando a moto e minha namorada vai caminhando”, disse um motociclista que preferiu não se identificar.

Prejuízo

Quem também está tendo prejuízos são os comerciantes que trabalham com a venda de artesanatos no Riozinho. A auxiliar financeira Alessandra Coelho, trabalha em uma loja de venda e fabricação de móveis e parquinhos.

Segundo ela, a loja física funciona no Riozinho há um ano e quatro meses e o público-alvo do local são os caminhoneiros.

“Antes de interditarem a ponte, nosso faturamento mensal na loja era de R$ 30 mil mensais. Desde o dia em que interditou a BR, a loja vendeu apenas R$ 200. Não sei como faremos para pagar os 13 funcionários. Precisamos que o problema seja solucionado o quanto antes, pois liberar apenas para carros pequenos também não adianta. Nossos clientes são os caminhoneiros”, disse Alessandra.

Interdição

No início da semana em uma reunião com o governador Daniel Pereira, o superintendente substituto regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Cláudio André, e representantes de órgãos decidiram que um serviço de escoramento na estrutura da ponte será feito. Isso permitirá a liberação de um dos lados da ponte, respeitando a restrição de peso.

A ideia é liberar um lado da pista para tráfico leve e o pesado continue utilizando o desvio já estabelecido pelo Dnit.

Na manhã deste sábado (24), o G1 foi até a ponte e no local não havia ninguém trabalhando. Também tentou falar com o DNIT, mas até o fechamento desta publicação, as ligações não foram atendidas ou retornadas.

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