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18
jan
2021

MP-RO oferece denúncia contra prefeitos e ex-deputado presos em esquema de propina

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) denunciou à justiça, na última segunda -feira (16), os quatro prefeitos e o ex-deputado presos pela Polícia Federal (PF) em um esquema de propina. A denúncia foi por meio Procuradoria-Geral de Justiça.

Foram denunciados a prefeita Glaucione Rodrigues (Cacoal), o prefeito Luiz Ademir Schock (Rolim de Moura), a prefeita Gislaine Clemente (São Francisco), o prefeito Márcito Pinto (Ji-Paraná) e Daniel Neri (ex-deputado e marido de Glaucione).

Desde setembro, quando houve a operação, apenas Neri conseguiu autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para ficar em prisão domiciliar. Os demais seguem presos no Centro de Correição da PM em Porto Velho.

“Durante o período das investigações provas foram angariadas e filmagens de recebimentos por parte de prefeitos e deputado foram registrados, com a distribuição de um grande volume de dinheiro em espécie”, afirma o MP.

Prisão domiciliar

O STJ autorizou, na última semana, que o ex-deputado Daniel Neri cumpra prisão domiciliar em Cacoal (RO). A liberação para ficar em casa, durante o andamento do processo, se deve ao fato de Daniel ter mais de 60 anos e problemas de saúde.

Segundo determinação do ministro Joel Ilan Paciornik, o ex-deputado precisará seguir as seguintes regras:

  • Ficar recolhido em casa (em Cacoal) após 19h
  • Comparecer em juízo sempre que intimidado
  • Não frequentar prefeitura de Cacoal ou suas secretarias
  • Sair da comarca sem autorização da justiça

No pedido feito à justiça, a defesa alegou que ex-deputado e marido de Glaucione, necessitava ficar em casa devido seu cliente ter mais 60 anos e ‘padecer de um câncer’.

Operação Reciclagem

Glaucione (prefeita de Cacoal), o marido Daniel Neri, Luiz Ademir (prefeito de Rolim de Moura), Lebrinha (prefeita de São Francisco do Guaporé) e Márcito Pinto (prefeito de Ji-Paraná) foram presos no dia 25 de setembro durante a Operação Reciclagem, da Polícia Federal (PF), para combater um esquema de propina.

Em 1° de outubro, os quatro acusados foram transferidos do quartel da PM em Ji-Paraná para o Centro de Correição na capital.

As prisões dos políticos foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) devido aos vários indícios de provas contra os políticos denunciados. Alguns dos pagamentos de propina foram filmados por câmeras.

Na decisão, o desembargador ainda ordenou mandados de busca, apreensão e indisponibilidade dos bens dos acusados.

Foram ‘sequestrados’ os seguintes valores dos prefeitos:

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