‘Natal será triste’, dizem famílias desabrigadas pela cheia em Rondônia

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“A felicidade pra nós afundou junto com as nossas casas nas águas do Rio Madeira.” Este é o sentimento de Maria das Dores Cruz, de 55 anos, sobre o clima de Natal em 2014. A desabrigada perdeu a casa durante a cheia histórica que ocorreu no começo deste ano em Porto Velho. Algumas famílias continuam morando no Abrigo Único montado há quase um ano no Parque dos Tanques para receber quem ficou desabrigado. De acordo com a coordenação do abrigo, nada será feito na data comemorativa.

Sem expectativa, Maria das Dores diz estar muito triste. “É uma humilhação muito grande que a gente passa aqui dentro, estamos igual bolinha de gude. Não ligam com o sentimento da gente, com nosso sofrimento. Eles acham que a gente está aqui porque gosta e acha bonito, mas estamos aqui porque somos necessitados. Moro com minha filha e marido. Perdemos tudo que tínhamos.”, reclamou Maria.

É a primeira vez que algumas famílias passarão as festividades de fim de ano fora de casa. A empregada doméstica Maria da Conceição, de 39 anos, lamenta não estar perto das irmãs. “Esse ano é o único que não estou participando de amigo oculto. Natal pra mim é familia, mas esse ano vai ser um dia comum. Não tem como receber ninguém aqui e não posso sair, porque tenho medo de levarem minhas coisas”, disse Conceição.

Para Maria de Fatima Lopes, de 58 anos, é importante comemorar o Natal. Ela ainda tem expectativa de participar de uma ceia. “Seria bom se alguém se solidarizasse e fizesse uma ceia aqui pra nós”, disse esperançosa.

Fonte: G1

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