A Policia Civil de Espigão do Oeste, através de trabalho de inteligência realizado pela equipe do SEVIC liderado pelo delegado Rafael da Costa Dourado, realizou na manhã de sábado (14) a prisão do jovem Raduan Cidade Costa por tráfico de maconha.

Conforme consta na ocorrência policial nº 3026/2013, a equipe do SEVIC monitorava o jovem por mais de 90 (noventa) dias, pois, havia diversas denuncias que este seria responsável pela distribuição de maconha para os jovens da sociedade espigãoense.

Tudo veio a calhar, quando os policiais receberam a informação que Raduan realizaria uma entrega de maconha para um adolescente de Pimenta Bueno em frente ao parque de exposições, os policiais civis encampanaram próximo ao local e flagraram a entrega, sendo que, realizaram a abordagem do usuário de drogas menor de idade próximo a ponte do Rio Palmeira, momento que realizaram a apreensão de 02 (duas) porções de drogas com o menor.

Moto Usada no momento da entrega da droga
Moto Usada no momento da entrega da droga

Logo após a primeira ação, a equipe do SEVIC juntamente com apoio da Policia Militar, deslocou-se a residência do preso Raduan, sendo que, na residência deste foi encontrado mais 04 (quatro) porções de maconha prontas para serem comercializadas, juntamente com meio “tablet” da mesma droga.

Foram apreendidos ainda 01 (uma) balança de precisão, R$ 586,00 (Quinhentos e Oitenta e Seis Reais), 01 (uma) motoneta C-100 Biz e 01 (uma) motocicleta NX Falcon. Sendo assim, RADUAN CIDADE COSTA foi recolhido ao presidio municipal aonde se encontra a disposição da justiça.

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Hoje ( 16) conversamos com o Advogado do infrator o Dr. Jucimaro Rodrigues, que em conversa conosco informou que não se manifestaria mais afinco sobre o caso, visto que acreditava que tais declarações poderiam atrapalhar no desenrolar do processo. No entanto o Dr. Jucimaro nos forneceu copia de um breve artigo que escreveu a respeito do caso que estar transcrito logo abaixo:

advogado [blockquote style=”1″]A dignidade do acusado, a garantia de liberdade de defesa e a igualdade de condições entre as partes litigantes devem constituir os pilares do processo penal. Não há o que se falar em dignidade, em liberdade e em igualdade se o réu ou acusado não tiver o direito ao contraditório e à ampla defesa. Não desconhece este procurador da necessidade de combater o trafico de drogas ilícitas que assolam a sociedade, contudo, tentar obstar o direito de defesa do acusado diante de um juízo pré-fixado de condenação, além de ilegal, é covarde e imoral. Quando a sociedade, o Estado, a mídia voltam suas baterias contra o acusado, resta-lhe o advogado de defesa, muitas vezes o ultimo e único a lhe escutar, ouvir sua versão, e levá-la a Juízo para um julgamento justo. Como dizia Carnelutti “a essência, a dificuldade, a nobreza da advocacia é esta: sentar-se sobre o último degrau da escada, ao lado do acusado, quando todos o apontam”, portanto, ofender as prerrogativas do advogado na defesa do seu cliente, até esse último suspiro do acusado, é joga-lo às feras, com as mãos atadas. Ademais, um advogado criminalista não pode e não deve efetuar qualquer espécie de filtro moral, em relação a seus clientes. O código de ética da advocacia expressamente assim o determina, ao estabelecer que “é direito e dever do advogado assumir a defesa criminal, sem considerar sua própria opinião sobre a culpa do acusado”. Além de que, se não fosse assim, até o maior dos criminosos seria solto, pois, sem defesa não há julgamento, conforme estabelece a nossa Carta Magna. Quanto ao mérito este procurador se reserva o direito de não comentar, pois há fatos que deverão ser contraditados durante a instrução que comentados neste momento poderá prejudicar a defesa do acusado. Dr. Jucimaro Rodrigues[/blockquote]

Fonte/Autor: Portal Espigão
Fotos: Portal Espigão/Cedidas pela PC