Opinião de Primeira por Sérgio Pires: O cenário não é dos melhores, convenhamos. Mas é importante entrarmos 2014 com esperança de que, enfim, as coisas vão andar melhores. Para os brasileiros, esperemos mais Justiça, menos ideologia, mais proteção às pessoas do bem e a mão pesada da lei e prisão sem benefícios para a bandidagem, que, se não for contida, tomará conta deste país. Vamos torcer para que a economia se estabilize, sem inflação, que o consumo seja controlado e que o desemprego passe longe dos milhões de lares onde ele ronda e é sempre um fantasma assustador. Imaginemos que nossos governantes pensarão primeiro no povo e no país e decidirão por uma ampla reforma tributária, que livre os assalariados de sustentar essa estrutura de poder apodrecida e com obesidade mórbida perto do incurável. Para os rondonienses, pensemos que 2014 será o último do atual governo, que precisa terminar tudo o que começou, para se habilitar à continuação. Que não fiquem obras paradas ou interrompidas. Que a saúde melhore. Que não haja corrupção. E que o salto que damos no agronegócio, nos colocando entre os maiores produtores entre várias regiões do país, só se amplie.

Vamos ter esperança de que cidades como Cacoal e Vilhena, continuem crescendo. Que a violência em Ariquemes e no Vale do Jamary diminua. Que acabem os assassinatos e as invasões de propriedades. Que nossa estrutura de saúde e segurança melhorem significativamente, neste ano que vai chegar. Que a BR 364 possa, enfim, ser chamada de rodovia e não apenas de estrada da morte, uma máquina de moer carne humana. Queremos que todas nossas cidades tenham índices de crescimento e bons governos como Ji-Paraná, Ouro Preto e Rolim de Moura. Não queremos muito, nossos sonhos são simples e realizáveis. Portanto, vamos acreditar. Não dá para se perder a esperança.

É PEDIR MUITO?

Por fim, deve-se lembrar da Capital. Para Porto Velho, sonhemos com o andamento das 63 obras paradas; com a entrega definitiva dos viadutos e da Rua da Beira e com uma cidade limpa e sem buracos. Deu pra notar? Não se pede muito nem para o Brasil e nem para Rondônia. Nossos sonhos são viáveis. Basta apenas que nossos governantes façam a sua parte. Nós, aqui na base, já estamos fazendo a nossa. Portanto, não vamos perder a esperança que nos resta!

QUINTETO PARA 2014

Na última edição da coluna do ano, pode-se repetir que, ao menos por enquanto, não há nada de novo na corrida pelo Palácio Tancredo Neves. Confúcio Moura e Expedito Júnior, até agora, são os nomes de ponta. Hermínio Coelho anda pelo interior e seu nome cresce, assim como o de Neodi Oliveira. Padre Ton não sai daquele percentual de apoio normal para o PT. Se a eleição fosse hoje, certamente seria esse o quinteto com mais chances. E Confúcio e Expedito estariam no segundo turno. Se fosse hoje. Mas faltam ainda dez meses…

O EFEITO CASSOL

Qual o efeito Cassol na disputa ao governo em 2014? Mesmo com os problemas que tem com a Justiça e sua condenação pelo STF, num caso em que ele se diz totalmente inocente e ocorrido quando era prefeito de Rolim de Moura, Ivo Cassol é muito poderoso, ainda, no contexto da política rondoniense. E estaria organizando uma aliança com até uma dezenas de partidos. Se conseguir, o candidato que ele apoiar terá grandes chances. Fala-se, por enquanto, que o nome predileto de Cassol seria o de Noedi Oliveira. Lá por março se saberá, com segurança, se isso vai mesmo acontecer.

ANOMALIA DO ÓDIO

A propósito do conflito índios x agricultores, problema que está ocorrendo em várias regiões do país (por estes dias, o confronto é aqui perto, em Humaitá e Apuí), vale a pena reproduzir trecho de uma carta de um leitor da revista Veja, publicada na última edição, sobre denúncia sobre o tema: “a reportagem mostra com exatidão o que está se construindo no Brasil, um país outrora pacífico para se viver. A anomalia de instigar uma classe contra a outra, vem produzindo a violência que vemos nas cidades, no campo e até nos estádios de futebol”.

É UM PACOTE

O leitor Ademar Monteiro de Moraes, de São Paulo, aprofunda a questão: “entregaram o país a ideólogos rancorosos, que não fazem outra coisa senão destilar ódio”. Há um pouco de exagero, claro, mas no geral o texto está correto. Os petistas e aliados no poder estão jogando uns brasileiros contra os outros, a partir de sua ideologia. A crise dos índios, as invasões de propriedades, o desrespeito às vidas das pessoas de bem em favor dos direitos humanos dos bandidos estão neste pacote. Lamentável!

O OTIMISMO DE NAZIF

Claro que os opositores continuarão criticando, o que é normal; que alguns exagerados continuarão ofendendo nas redes sociais, garantidos pelo anonimato; claro que a maioria da população ainda está insatisfeita. Mas não se pode ignorar o entusiasmo com que o prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, fala sobre 2014. Ele teve danos políticos sérios neste 2013, mas espera recuperá-los a partir de janeiro, com muitas obras na Capital. Só vamos saber se Nazif vai concretizar seus projetos, mesmo, no decorrer do ano. E tem que ser agora, porque senão, ele estará ferrado…

PERGUNTINHA

Daqui a algumas horas começa 2014. Quando pensa nisso, dá um frio na barriga de medo ou você está otimista com o ano que chega?