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18
set
2020

Relatório da PF mostra que total de armas nas mãos de cidadãos rondonienses cresceu 2.551% em 10 anos

No Brasil, o número de armas de fogo em posse de cidadãos comuns aumentou 601% em 10 anos. O crescimento foi registrado em 26 Estados. Apenas o Amazonas teve queda no período analisado. Os dados são da Polícia Federal e foram publicados pelo jornal O Globo.

Segundo a PF, 8.692 armas foram registradas em 2009 no país. Em 2019, o total foi de 60.973. Até abril de 2020, foram 33.776 novas armas.

Esse crescimento foi ainda maior no Estado de Rondônia. De acordo com os dados da PF, 59 armas foram registradas em 2009. Número que subiu para 1.564 em 2019, significando um aumento de 2.551% de novas armas nas mãos dos rondonienses.

Em 2020, até abril, 1.531 novas armas foram compradas de forma legal em Rondônia. Deste número, 1.102 foram adquiridas por cidadãos comuns.

Analisando os dados de 2020, a região Sul do Brasil lidera o ranking com mais de 9 mil armas compradas apenas nos primeiros quatro meses deste ano. O Rio Grande do Sul, com 4.064 novas armas compradas por pessoas comuns é o líder da região.

Ainda analisando os dados de 2020, o número de novos registros de armas na Região Norte foi de 4.766, sendo que, dessas novas armas, 3.173 foram adquiridas por pessoas comuns. O Pará foi o Estado da região onde mais armas foram compradas legalmente em 2020. Nos primeiros 120 dias deste ano 1.234 cidadãos compraram armas. Rondônia é o segundo Estado mais armado da região Norte, com 1.531 novos registros, 1.102 para cidadãos comuns. O número de novos registros de armas em Rondônia nos primeiros quatro meses deste ano já ultrapassa um terço dos registros emitidos entre 2009 e 2018, período durante o qual foram emitidos 4.365 registros de armas.

Os números nacionais mostram que seis de cada 10 novas armas registradas em 2020 estão nas mãos de cidadãos. Outras 3 são de órgãos públicos e 1 de servidores públicos que têm prerrogativa de porte de arma devido à função que ocupam. Em Rondônia 72%  dos registros emitidos em 2020 foram para cidadãos comuns; 19% para órgãos públicos; 8% para servidor público com porte por prerrogativa de função; e 1% para empresas de segurança privada.
 

Fonte: Folha do Sul

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