Publicidade

Publicidade

Seas e órgãos parceiros discutem projeto de desenvolvimento socioeconômico para as comunidades quilombolas de Costa Marques

0
Real Turismo

Com a proposta de incrementar o desenvolvimento socioeconômico das comunidades Quilombolas, começando pela região de Costa Marques, a Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), responsável pela gestão das políticas públicas de direitos humanos, discutiu na segunda-feira (29) projeto de inclusão social para ser desenvolvido em parceria com outros órgãos estaduais e federais, bem como instituições privadas sem fins lucrativos, com foco no fomento ao turismo e artesanato para a geração de emprego e renda.

Rondônia tem nove comunidades quilombolas, mas Costa Marques foi escolhido para o projeto piloto, segundo a secretária e primeira-dama, Luana Rocha, porque abriga as mais carentes, que são a Forte Príncipe da Beira e Santa Fé, embora o município apresente imensa potencialidade para o ecoturismo, por sua fauna, flora, reservas extrativistas, entre outros atrativos, como o histórico Real Forte Príncipe da Beira, localizado à margem direita do rio Guaporé.

Na reunião, realizada no auditório Jerônimo Santana, no 9º andar do Palácio Rio Madeira, em Porto Velho, foram discutidas as formas de participação de cada órgão para a série de ações planejadas, que envolverão, além da Seas, as Superintendências Estaduais de Turismo (Setur), de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi) e da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel); Departamento Estadual de Estradas de Rodagem, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER) e as Secretarias de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), da Agricultura (Seagri), da Educação (Seduc) e da Saúde (Sesau), com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entre outros.

Com base em levantamento do Cadastro Único, que aponta que além da distância e do difícil acesso essas comunidades vivem em situação de extrema pobreza e risco social, a secretária Luana explicou que a proposta é capacitar estas populações e dar condições para que se desenvolvam economicamente, superando as dificuldades e desafios, aproveitando as potencialidades locais, como a produção de castanha, açaí, seringueiras, aliadas ao incremento ao turismo com melhor atendimento ao visitante, produção de artesanato de forma inovadora e competitiva e incentivo às redes de hotelaria e agências de viagem.

De acordo com o CadÚnico, as famílias que sobrevivem mensalmente com teto de até R$ 89 per capita estão no limite de renda para situação de extrema pobreza e as que sobrevivem com teto de R$ 178 per capita são caracterizadas como de pobreza. Entre as 865 famílias quilombolas do Estado de Rondônia, 412 estão em condições de extrema pobreza; 111 em condições de pobreza; e 197 em condições de baixa renda.

O estudo realizado para execução do projeto de inclusão avalia que, se mensalmente uma média de 810 turistas visitassem o Forte Príncipe e cada um gastasse em torno de R$ 20, deixaria uma renda extra R$ 16.200. A média nacional de gasto do turista é de R$ 250 por dia.

por Secom
da Secom

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. AceitarVeja Mais