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11
abr
2021

Servidores de Pronto-Socorro ficam sem refeição em protesto por salários

Funcionários de empresa de alimentação dizem estar há 2 meses sem salário.
Além do protesto, funcionários reclamam de má qualidade dos alimentos.

Sem receber salário e vale transporte há, pelo menos, dois meses, servidores de uma empresa terceirizada, responsável pelo preparo das refeições servidas no Pronto-Socorro João Paulo II, ameaçam suspender as atividades, caso a empresa não se regularize. Funcionários do hospital dizem que tiveram o café da manhã suspenso nesta quarta-feira (10) em forma de protesto e reclamam da qualidade da comida servida.

Uma servidora que não quis se identificar afirma que baratas e larvas foram encontradas em meio à refeição e reclama, ainda, da demora em servir os pacientes. “Os pacientes devem se alimentar no horário correto, mas a comida chega quase todos os dias atrasada”, diz a funcionária.

De acordo com o enfermeiro Jerrimar Montenegro, desde que a empresa Fayslen e Medeiros assumiu o contrato, há dois meses, a comida tem sido de baixa qualidade e quantidade abaixo do descrito no contrato. “A quantidade do lanche e até da carne é reduzido, muitas vezes insuficiente”, relata o enfermeiro.

Segundo Jerrimar, o contrato determina que cinco refeições diárias devam ser servidas aos pacientes e acompanhantes – sendo café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar – e quatro aos servidores do hospital –  café da manhã, almoço, jantar e lanche da madrugada – entretanto a empresa não estaria cumprindo com o descrito. “Nosso lanche da madrugada não está sendo servido”, diz o servidor.

Uma funcionária da empresa terceirizada, que também preferiu não se identificar, afirma que, sem salário e auxílio transporte, os cerca de 50 servidores da empresa terceirizada, entre cozinheiros, nutricionistas e auxiliares, deverão suspender as atividades se a situação não for regularizada até sexta-feira (12).

Procurada, a proprietária da empresa Fayslen e Medeiros, Marlene Medeiros, negou que os funcionários estivessem sem receber há dois meses e que o atraso, segundo ela, é de penas cinco dias e que os vencimentos serão pagos até o próximo dia 12. A responsável afirma que a situação está normalizada em todas as unidades a que a empresa atende o Centro de medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) e Hospital de Base Ary Pinheiro.

Já a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) informou que uma nova licitação está sendo realizada para a contratação de uma nova empresa. A direção do hospital afirmou ao G1 que, após o protesto nesta quarta, um acordo foi feito com a empresa e as refeições foram entregues. Segundo Carlos Eduardo, a empresa foi notificada e esta não é a primeira vez que problemas relacionados à refeição dos funcionários acontecem. “Essa empresa já foi notificada outras vezes por não cumprir cláusulas que estão no contrato”, afirma o diretor.

Fonte: G1/RO

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