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18
set
2020

Servidores de Rondônia encerram paralisação nesta sexta-feira

Dentre outras melhorias, as categorias pedem 6% de reajuste ao governo.
Greve geral pode acontecer; Governo pede flexibilização dos servidores.

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Termina nesta sexta-feira (20) a paralisação dos servidores do estado, de diversas categorias, e que reivindicam, dentre outras melhorias, os 6% de reajuste prometido em 2013 pelo governador. A mobilização começou na última quarta-feira (18) em Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná e Vilhena. Os servidores estiveram nesta manhã em frente ao Palácio Getúlio Vargas e sinalizam que se não houver negociação com o governo, na próxima semana, pode haver greve geral por tempo indeterminado. O governo pede flexibilização dos servidores.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindsaúde), Caio Marim, após a mobilização será feito um balanço entre as categorias. “A gente vai fazer uma avaliação do movimento e se não houver nenhuma resposta do governo, nenhum chamamento para acordo, a gente vai estudar a possibilidade de um movimento grevista em todo o estado por tempo indeterminado. Vamos dar uma semana para o governo se manifestar”, disse Caio Marim.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sinsepol), Jales Moreira, o prazo para que o governo se manifeste será de uma semana. “A gente sabe que quem perde com isso é a população, mas se não tiver jeito vamos entrar em greve, então nós esperamos a sensibilidade do governador que chame as categorias e coloque na mesa o percentual que nós estamos pedindo”, explicou.

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Já a secretaria geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero), Francisca Diniz, disse que os três dias de mobilização é justamente para chamar a atenção do governo. “Esperamos que ele chame as categorias para dialogar, e fazer propostas, pois até agora o governo diz que este ano não vai ter aumento de salário”, reclamou.

Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Socioeducadores do Estado de Rondônia (Singeperon), Anderson Pereira, não houve nenhuma negociação da parte do governo. “Após esta mobilização vamos fazer deliberações nas categorias com assembleia para decidir qual o próximo passo do movimento. Esta união nunca ocorreu antes e dessa forma a gente acredita que vai ter um resultado positivo, por conta da união das categorias”, avaliou Anderson.

Procurada pelo G1, a superintendente da Superintendência Estadual de Administração e Recursos Humanos (Searh), Helena Bezerra, diz que o governador pede que haja flexibilização por parte das categorias. Segundo Helena, o momento é de crise econômica em todo o País e Rondônia precisa desafogar o orçamento, mas faz parte das metas da gestão voltar os olhos para os servidores. “Foi feita uma reunião na última semana com as categorias, foi apresentada a receita e dificuldades além das projeções. A questão é que Governo, Assembleia Legislativa e Servidores querem a mesma coisa, que é a melhoria, porém precisamos que os servidores sejam flexíveis até que o governo consiga aumentar a arrecadação para poder atender o pedido” afirmou Helena.

A superintendente disse ainda que as questões dos servidores estão entre as metas do novo mandato. “Estamos buscando formas diferentes de trabalhar, para que sobrem recursos para voltar os olhos para os servidores”, finalizou.

Aderiram ao movimento o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindsaúde), Sindicato dos Trabalhadores do Departamento de Estradas de Rodagens (Sinder), Sindicato dos Agentes Penitenciários e Socioeducadores do Estado de Rondônia (Singeperon), Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sinsepol), Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero), Sindicato dos Trabalhadores no Poder Executivo (Sintraer), Sindicato dos Engenheiros (Senge), Sindicato dos Técnicos Tributários (Sintec), Sindicato dos Servidores do Ministério Público (Sinsempro), dentre outros.

Fonte: G1 RO

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