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Sistema de gerenciamento de assistência e extensão rural da Emater é destaque em encontro em Brasília

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O Sistema de Gerenciamento de Ater (Sigater), utilizado pela Emater-RO para gerar e agilizar o acesso às informações sobre a agricultura familiar e as atividades de assistência técnica e extensão rural (Ater) tem apresentado resultados satisfatórios tanto para os técnicos que o utilizam como para entidades de Ater de outros estados. Disponibilizado em meados de abril deste ano, a ferramenta tem sido um instrumento eficiente no registro das atividades e na coleta de informações necessárias para o bom desempenho das ações no Campo. Além de fornecer dados completos sobre a propriedade, o sistema permite sua visualização georreferenciada, possibilitando inclusive, a impressão de planta da mesma.

Para superar os entraves tecnológicos e o aprimoramento do sistema de Ater, foram desenvolvidas duas novas plataformas, uma online e outra off-line. O objetivo era atender a demanda de atendimento, agilizando desta forma os resultados desejados através de informações em tempo real e precisas, no formato online.

Segundo José de Arimateia da Silva, diretor técnica e de planejamento da Emater-RO (Ditep), a instabilidade da internet em algumas localidades do estado não estava permitindo que os extensionistas trabalhassem com o sistema de forma online. “Os técnicos não estavam conseguindo abastecer e atualizar as informações a contento”, explica Arimateia. Agora, com o novo Sigater, os técnicos estão tendo mais facilidade de acesso, trabalhando primeiramente com as planilhas off-line, postando posteriormente para visualização online.

AVANÇO TECNOLÓGICO

O primeiro esforço na busca de congregar as ações e seus resultados em um sistema eletrônico de informação foi em 1999, quando a Emater-RO implantou o Sistema de Informação de Ater (Siater). Com o tempo esse sistema ficou obsoleto no tocante ao avanço da tecnologia e na emissão de relatórios online.

Em um segundo momento, buscou-se o aprimoramento do Sistema de Planejamento e Monitoramento (Siplam) numa nova plataforma, todavia este também apresentou problemas no tocante à tabulação de dados, inconsistência de informações e dificuldade dos extensionistas na alimentação de dados, devido à baixa frequência no momento da transferência de dados. “Estes fatores geravam deficiência de dados confiáveis na área de Ater que possibilitasse a elaboração de novos projetos, participar de chamadas públicas e Ater, e até mesmo responder alguma solicitação de instituições parceiras”, relata o engenheiro agrônomo da Emater-RO, Cledmar Carneiro, especialista na área de geoprocessamento.

O foco da diferença do novo sistema está no desenvolvimento da plataforma off-line e visa atender a demanda de atendimento no campo, agilizando desta forma os resultados desejados através de informações em tempo real e precisas, no formato online. “Com o Sigater ficou mais fácil gerenciar, organizar, controlar e monitorar as ações desenvolvidas pelo extensionista rural”, complementa Carneiro.

NA PRÁTICA

O Sistema Sigater permite que os extensionistas, em qualquer parte do estado, elabore os cadastros do agricultor e de sua família, das Organizações Sociais Rurais (OSR) e da propriedade com todos os dados inerentes ao setor agropecuário. A atualização é feita anualmente para verificação e análises da progressão socioeconômica do beneficiário e para as possíveis tomadas de decisão nos serviços de Ater.

A cada atendimento ao beneficiário gera-se uma ficha de atendimento e monitoramento de Ater (FAM), onde constam as orientações técnicas que foram prestadas ao agricultor familiar ou sua organização. Com todos os dados consolidados o extensionista planeja suas atividades a fim de suprir as necessidades do agricultor ou da propriedade e traçar caminhos que promovam o aumento da produção e produtividade e a melhoria na qualidade de vida da família.

A partir dessas informações será possível gerar vários relatórios como por exemplo: dados da produção da agrícola do município; desempenho e ações dos extensionistas; dados sobre as OSRs e Cooperativas; georreferenciamento de todos os imóveis cadastrados; e informações detalhadas dos beneficiários e propriedades.

RESULTADOS

A análise dos dados gerados com os relatórios facilita o trabalho do técnico no campo e oferece um serviço mais eficiente na promoção do desenvolvimento do setor agropecuário familiar, pois permite, por exemplo, detectar a necessidade de incrementar novas culturas ou determinadas atividades nas propriedades rurais em consonância com as condições edafoclimáticas. Com isso o extensionista pode apontar as técnicas mais eficientes, as mudanças, caso necessário, e o crédito rural mais eficiente ao incremento simultâneo das explorações agrícolas e pecuária.

REPLICABILIDADE

Apesar do pouco tempo de uso, já foi possível identificar locais onde há necessidade de se aprimorar o incremento de programas sociais. Com a implantação do sistema também foi possível mapear todas as propriedades que realizaram o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e as que não foram cadastradas, permitindo que se buscasse suprir a deficiência com a realização de diversos mutirões e outras atividades visando à conscientização da preservação das matas ciliares, reserva legal e manutenção e reparação das áreas de áreas de preservação permanente (APP).

O Sigater é um sistema de banco de dados que vem sendo consolidado no Estado de Rondônia, com aceitação por todos os técnicos da Emater-RO, a expectativa é de expansão à medida que os resultados estão surgindo. Através do Sigater, já foram cadastradas mais de 50 mil propriedades rurais, todas georreferenciadas, e cerca de 800 OSRs, com informações das principais culturas com área explorada e produção agrícola.

Esse resultado vem despertando o interesse das entidades afins em conhecer e utilizar a ferramenta como gestão e qualificação das atividades de Ater nas mais diversas áreas de produção. Recentemente uma das responsáveis pela consolidação das informações para o Sigater, Numydia Carvalho Cavalcante, participou representando a Emater-RO em Brasília-DF, de uma reunião com técnicos de tecnologia da informação (TI) das empresas de assistência técnica e extensão rural dos estados do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Ceará e Distrito Federal.

O encontro foi promovido pela Asbraer, órgão que reúne as empresas de Ater do país, com o objetivo de promover a troca de informações entre as Emateres, principalmente às que já tem know how para construção de softwares direcionados ao público específico de Ater. Segundo o diretor executivo da associada, Lucio Valadão, “a Asbraer trouxe para esta reunião as melhores experiências que as Emateres têm para construirmos um modelo de sistema de TI para ser copiado por todas as unidades de Ater no Brasil.”

O sistema da Emater-RO foi muito elogiado na reunião da Asbraer. A ideia da Associação é agilizar o acesso a todas as informações sobre a agricultura familiar e o Sigater possui uma interface que permite essa comunicação independente com outros sistemas, com apenas algumas adequações, o que torna a plataforma passível de ser replicada.

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